Em plena crise, o pensamento inquieta-se e interroga-se; ele pesquisa as causas mais profundas do mal que atinge a nossa vida social, politica, económica e moral.
As correntes de ideias, de sentimentos e interesses chocam brutalmente, e deste choque resulta um estado de perturbação, de confusão e de desordem que paralisa toda a iniciativa e se traduz na incapacidade de encontrarmos soluções para os nossos males.
Portugal perdeu a consciência de si mesmo, da sua origem, do seu génio e do seu papel, de herói intrépido, no mundo. Chegou a hora do despertar, do renascimento, de eliminar a triste herança que os povos do velho mundo nos deixaram, as bafientas formas de opressão monárquicas e teocráticas, a centralização burocrática e administrativa latina, com as habilidades, os subterfúgios da sua politica e dos seus vícios, toda esta corrupção que nos tolda a alma e a mente.
Para reencontrar a unidade moral, a nossa própria consciência, o sentido profundo do nosso papel e do nosso destino, isto é, tudo o que torna uma nação forte, bastaria a nós portugueses eliminar as falsas teorias e os sofismas que nos obscurecem o caminho de ascensão à luz, voltando à nossa própria natureza. Às nossas origens étnicas, ao nosso génio primitivo, numa palavra, à rica e ancestral tradição lusitana e/ou celtibera, agora enriquecida pelo trabalho e o progresso dos séculos.
Um país, uma nação, um povo sem conhecimento, saliência do seu passado histórico, origem e cultura, é como uma árvore sem raízes. Estéril e incapaz de dar frutos.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Oração Celta


"Que atendas ao teu anseio de seres livre.
Que as molduras da tua integração sejam suficientemente amplas para os sonhos da tua alma. Que te levantes todos os dias com uma voz de bênção murmurando no teu coração que algo de bom te vai acontecer.
Que encontres uma harmonia entre a tua alma e a tua vida.
Que a mansão da tua alma nunca se torne um local assombrado.
Que reconheças o anseio eterno que vive no cerne do tempo.
Que haja benevolência no teu olhar quando contemplares o teu íntimo.
Que nunca coloques muros entre a luz e ti.
Que o teu anjo te liberte das prisões da culpa, medo, decepção e do desespero.
Que permitas que a beleza espontânea do mundo invisível te recolha, cuide de ti e te inclua na integração".

sábado, 13 de abril de 2013

El legado celta en el noroeste peninsular ibérico


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Lusitanian Pagan Channel

video

O BAÚ



Seis instrumentistas e uma cantora (ISABEL MOREIRA – Voz, LUÍS MIGUEL AVEIRO – Cavaquinho e coros, GONÇALO ALMEIDA – Viola Braguesa, Guitarra Portuguesa e coros, PEDRO PINTO – Baixo elétrico, LUÍS LOURENÇO – Violino, Bandolim e Bandola, FRANCISCO PIMENTA – Gaitas de fole, flautas e búzio, PEDRO CALADO – Percussão e coros) são os sete músicos que integram e dão alma a O BAÚ, grupo de Lisboa/Setúbal formado em 2009. Com percursos no jazz, música erudita e música de transmissão oral, neste projecto reúnem-se com a proposta de uma nova leitura sobre a música de transmissão oral portuguesa. De base maioritariamente acústica, O BAÚ exprime-se numa linguagem que aponta novos rumos e sugere outros sentidos para formas musicais geralmente tidas como datadas, e com pouco lugar no presente. No repertório do grupo encontramos assim cantigas de trabalho que perderam a sua função original, canções de embalar que convidam a outros imaginários, cantigas alusivas à relação de Portugal com o mar, fados que nos trouxeram o Fado. Mas é ainda no repertório instrumental que o grupo revela a sua veia criativa: O BAÚ sobe ao palco com um conjunto de novas músicas que relembram que em Portugal, além do canto, também a dança e a folia sempre foram e serão condição indispensável de expressão de um viver e identidade. O BAÚ assume-se como Música Portuguesa em constante renovação, arriscando novas possibilidades e novos caminhos.


Fonte: http://www.myspace.com/obaumusicaportuguesa

terça-feira, 9 de abril de 2013

João Aguiar


João Casimiro Namorado de Aguiar, conhecido profissionalmente como João Aguiar foi um jornalista e escritor português.


João Aguiar nasceu em Lisboa, tendo passado grande parte da sua infância na Beira, Moçambique. Licenciou-se em Jornalismo pela Universidade Livre de Bruxelas, tendo trabalhado nos centros de turismo de Portugal em Bruxelas e Amesterdão. Regressou a Portugal em 1976, para se dedicar numa primeira fase ao jornalismo. Trabalhou para a RTP (onde iniciou a sua carreira em 1963) e para diversos diários e semanários como: Diário de Notícias, A Luta, Diário Popular, O País e Sábado. Em 1981, foi nomeado assessor de imprensa do então Ministro da Qualidade de Vida. Colaborou regularmente na revista mensal Superinteressante, sendo membro do seu Conselho Consultivo. Foi ainda colaborador da revista TempoLivre. Infelizmente já não se encontra entre nós, tendo morrido aos 66 anos vítima de doença prolongada, ainda o ano passado.


Da sua vasta obra destaco:



A voz dos deuses (1984)


Em 147 a.C., alguns milhares de guerrilheiros lusitanos encontram-se cercados pelas tropas do pretor Caio Vetílio. Em princípio, trata-se apenas de mais um episódio da guerra que a República Romana trava há longos anos para se apoderar da Península Ibérica. Mas os Lusitanos, acossados pelo inimigo, elegem um dos seus e entregam-lhe o comando supremo. Esse homem, que durante sete anos vai ser o pesadelo de Roma, chama-se Viriato.

Entre 147 e 139, ano em que foi assassinado, Viriato derrotou sucessivos exércitos romanos, levou à revolta grande parte dos povos ibéricos e foi o responsável pelo início da célebre Guerra de Numância.
Viriato foi um verdadeiro génio militar, político e diplomático. Mas, sobretudo, Viriato foi o defensor de um mundo que morria asfixiado pelo poderio romano: o mundo em que mergulham as raízes mais profundas de Portugal e de Espanha. É esse mundo, já então em declínio, que este livro tenta evocar.
Aquando do seu aparecimento, em 1984, Fernando Assis Pacheco escreveu serem raras as estreias com tanta qualidade. Depois disso, A Voz dos Deuses, ao longo de sucessivas edições, tornou-se um "clássico" do romance histórico português contemporâneo. 
Na minha opinião um pouco clichê, no entanto quase perfeito!



A hora de Sertório (1994)


De 80 a 72 a.C., à frente de uma confederação de povos ibéricos, Quinto Sertório enfrentou com êxito os numerosos exércitos que a "sua" Roma enviara para submeter as províncias hispanas.

A guerra de Sertório foi um episódio da longa e sangrenta agonia da República Romana, que, esgotada na sua força interior, sacrificou sistematicamente os homens que a poderiam salvar; Sertório foi provavelmente a mais ilustre das vítimas.
É essa época de crise — política, económica, mas, sobretudo, de valores — que este livro evoca, através das narrações de um filósofo grego, de um general romano e de um jovem lusitano, Medamo de seu nome. 



Uma deusa na bruma (2003)


Em meados do século II a.C., as gentes de Entre-Douro-e-Minho viviam, com razoável inconsciência, os derradeiros anos da sua civilização.

No Leste e no Sul da Península Ibérica, a República Romana já se implantara e as suas legiões procuravam alargar esse domínio, mas no Noroeste a ameaça parecia longínqua, tanto mais que os Numantinos e os Lusitanos mostravam ser um formidável obstáculo ao avanço romano, sobretudo a partir do momento em que um certo guerreiro, chamado Viriato, assumira a chefia da resistência lusitana. Mas, de súbito, estes obstáculos caem: Numância submete-se, ainda que temporariamente, e Viriato é morto à traição. E o procônsul Décimo Júnio Bruto marcha para Norte, passa o Tejo, entra na Lusitânia e aproxima-se das margens do Douro...
É este o cenário histórico de Uma Deusa na Bruma, cuja acção é contemporânea da de um outro romance do autor, A Voz dos Deuses, mas centrada, agora, na Cividade de Terroso (Póvoa de Varzim), procurando evocar o que seria a civilização castreja na fase imediatamente anterior à romanização.