Em plena crise, o pensamento inquieta-se e interroga-se; ele pesquisa as causas mais profundas do mal que atinge a nossa vida social, politica, económica e moral.
As correntes de ideias, de sentimentos e interesses chocam brutalmente, e deste choque resulta um estado de perturbação, de confusão e de desordem que paralisa toda a iniciativa e se traduz na incapacidade de encontrarmos soluções para os nossos males.
Portugal perdeu a consciência de si mesmo, da sua origem, do seu génio e do seu papel, de herói intrépido, no mundo. Chegou a hora do despertar, do renascimento, de eliminar a triste herança que os povos do velho mundo nos deixaram, as bafientas formas de opressão monárquicas e teocráticas, a centralização burocrática e administrativa latina, com as habilidades, os subterfúgios da sua politica e dos seus vícios, toda esta corrupção que nos tolda a alma e a mente.
Para reencontrar a unidade moral, a nossa própria consciência, o sentido profundo do nosso papel e do nosso destino, isto é, tudo o que torna uma nação forte, bastaria a nós portugueses eliminar as falsas teorias e os sofismas que nos obscurecem o caminho de ascensão à luz, voltando à nossa própria natureza. Às nossas origens étnicas, ao nosso génio primitivo, numa palavra, à rica e ancestral tradição lusitana e/ou celtibera, agora enriquecida pelo trabalho e o progresso dos séculos.
Um país, uma nação, um povo sem conhecimento, saliência do seu passado histórico, origem e cultura, é como uma árvore sem raízes. Estéril e incapaz de dar frutos.

domingo, 22 de setembro de 2013

30 Famosas criaturas místicas com características humanas


1. Gog e Magog


Gog Magog não aparecem Alcorão, livro de Gênesis, o Livro de Ezequiel e do Apocalipse. Diversas São apresentadas Como Seres sobrenaturais, Demônios Grupos Nacionais OU Que se escondia terra na. Gog e Magog ocorrer nd amplamente Mitologia e folclore EA SUA Existência É Aceita em Por muitas Religiões, Incluindo o islamismo, o Cristianismo EO judaísmo. A crença amplamente Aceita em nenhum Tanto Cristianismo e Islã não Defende que “Ele de Dois chifres” um ( grande e justo governante) ou duas idades (em Impactos Quem Duas Épocas), viajou o Mundo em Três Direções, comeu encontrou Que Uma tribo Ameaçada Gog e Magog Por, que foram de mal hum e destrutivo “natureza” e “causou grande Corrupção Sobre uma terra “. Como tributo em ofereceram Pessoas Troca de Proteção, em AJUDA-los, Mas Ele concordou recusou se uma homenagem, construiu elemento Uma grande muralha Que como hostis ERAM Nações incapazes de Penetrar.Eles presos Vão Ficar lá doomsday até, e sua saida sinal UM Será do Fim: “A guerra de Gog e Magog Que antecedem” O retorno de Jesus. .

2. Sátiro

ERAM originalmente considerados companheiros do deus Sátiros Pan nd cabra Antiga Civilização Grega. Os Primeiros desenhos de ERAM sátiros de Homens normais, embora muitas UM COM Vezes falo ereto. Foi Mais tarde se fundiu com o Fauno Roman, Que eles e QUANDO começaram uma retratados Ser Como Homens meia cabras Metade (parte superior do Corpo Sendo um Homem Que fazer, e Sendo uma Metade inferior de Uma cabra). Sátiros São descritos como malandro, mas de Coração folk fraco – é perigoso subversivo, tímidos e cobardes Ainda. Muitas de Contas Início Que, aparentemente, referem-se um animal Este descrever Como Sendo OS machos sexualmente com agressivos como Mulheres Humanas e n º de fêmeas SUA Própria espécie. Na velhice, eles São muitas Vezes Vistos com chifres na cabeça, Enquanto os sátiros Jovens com São Vistos nubs Vez.

3. Abarimon

Abarimon É o Nome de Uma raça com lendária Trás os n. pes, Mas Apesar desta desvantagem ERAM capazes de Correr um grande Velocidade. Viviam lado Eles um lado com animais Selvagens e Captura Tenta-los PORQUE eles não selvagem Tão ERAM. Eles UM moravam em Grande Vale do Monte Imaus (agora chamado de Montanhas do Himalaia , no Paquistão). Uma Houve especial Qualidade do ar Que significava se Fosse respirado UM Por Longo Período de tempo Seria Impossível respirar qualquer Outro tipo de ar e OS moradores Nunca Poderia deixar o vale vivo.

4. Nephilim

Nephilim São Seres, aparecem Que nd Bíblia Hebraica, mencionado Especificamente nenhum livro do Gênesis e do Livro dos Números, POIs São Também enguias mencionados em textos bíblicos Outros e, em ALGUNS Escritos-não Canonico judaicos. chamados Foram Eels POR CAUSA OS Corações da Queda UM dos Homens séria Fracasso mira deles na. ALGUNS sugerem Que ERAM enguias gigantes e Caiu Quando, tremia o Chão, COM OS Que Outros Fazendo um Também cair.Eels Ser. Não podem como figuras históricas, como Imagens Antigas Mas com sentido duvidoso.ALGUNS consideram Como OS-los descendentes híbridos anjos caídos de Humanas e como Mulheres. Hebraica Bíblia Na HÁ Também Menção de refains lado Nephilims, ERAM Uma Antiga Que raça de gigantes da Idade do Ferro e Foi Pensado parágrafo Ser morto Que se escondia terra na.

5. Sereia

A sereia e Uma Criatura mitológica com cabeça humana Aquático Uma feminina e do tronco e da cauda de peixe hum .. Foram discutidas como sereias Pelo Menos Desde 5000 aC. Em suas origens São acreditados parágrafo Ser rainha da Grande Atargatis, Que Incluiu mortal pastor UM e acidentalmente matou-o. Envergonhado, ELA pulou em hum lago de assumir uma forma de hum peixe, Mas como Águas Não escondem A SUA beleza divina. ain’t disso, ELA Tomou uma forma de sereia Uma Humanos da cintura acima, o peixe Abaixo. Sereias Foram, contudo, notar nenhuma folclore Britanico Como presságios Infelizes – Tanto do desastre e provocando-o. EXISTE Umagrande Possibilidade de Pessoas Que haviam Sido confundi-los com Sirenias (animais Aquáticos) ou Pessoas Que sofrem de Uma Doença congênita sirenomelia (Também conhecido Como síndrome de sereia em Que Uma Criança com Nasce Em suas pernas fundidas).

6. Banshee

O Banshee e Espírito feminino UM NA Mitologia irlandesa, geralmente Visto UM Como presságio de morte Mensageiro da UM e do Outro. A história do bean sidhe, comecou Como Uma mulher de Fadas Lamentos Pela morte de Personagens Importantes. Nas Histórias Mais tarde, a Aparência do Poderia banshee Prever uma morte. Segundo a lenda, o banshee PoDE em APARECER Uma Variedade de Formas. Na maioria das Vezes ELA aparece Como Uma assustadora, bruxa feia, Mas Também APARECER PoDE Como Uma bela mulher espetacularmente de qualquer idade Que se adapte Às SUAS Lavando e vista E, Roupas manchadas de Sangue OU Armadura um daqueles Que Estão os uma Morrer Prestes. Seja Nem Embora vista semper, seu Apelo É Ouvido luto, geralmente QUANDO ESTÁ à Noite Alguém Prestes uma Morrer e, geralmente, em torno de madeiras.

7. Abatwa

Na Mitologia Zulu, Abatwa São minúsculos Seres Humanos Seriam capazes de esconder Debaixo de Uma lâmina de grama e Ser Capaz de montar como formigas. Dizem Que viver nômade Uma Vida e Estão os continuamente em busca de Jogo. Lenda afirma Que Acontece se vir Através de UM Abatwa, hum Será tipicamente Uma Pergunta do tipo: “De Onde Foi Que Me Vê VOCÊ?” Devemos responder dizendo VIU UM Que De uma montanha, Algum OU Longe área. Eels São considerados Extremamente sensível Sobre Seu Tamanho, e se responde, dizendo Que so os vi Direito, então, Pela Primeira Vez, o Abatwa vai tentar mata-los com setas envenenadas. Pisando em hum Abatwa Por Também acaso e Um Ser dito sentence.Due morte A SUA Natureza Timida, Que tão ira tolerar Ser Visto Muito Jovens Pelos (diz-se que com idade Alguém inferior a 4), magos POR, e Por Mulheres grávidas. Se Uma mulher grávida em Seu Sétimo MÊS de gravidez Vê UM Abatwa do sexo masculino, ELA É dito Que dara à luz menino UM.

8. Duende

Um elfo e Um Ser da Mitologia Germânica. Os elfos ERAM Pensado originalmente Como Uma raça de semi-divino OU Seres Divinos dotados de Poderes Mágicos, Que Usam Para tanto o Benefício EO Prejuízo da Humanidade. Na Mitologia pré-Cristã, eles parecem ter Sido dividido em duendes e elfos negros de luz, a Primeira Descrição preservado dos elfos VEM da Mitologia Nórdica Que Diz Que Ser OS poderiam Homens Elevada à categoria de elfos Após a morte, Foi Possível cruzamento Entre elfos e operacional Seres Humanos não belief.Words Old Norse Para as ninfas Foram Traduzidas do Grego parágrafo Ser o Mesmo que “elfos” OU SUAS variantes Por estudiosos anglo-saxões.

9. Ciclopes

Na Mitologia Grega e Romana, Ciclope e Um UM MEMBRO De uma raça primordial de gigantes, CADA UM COM UM Único olho No meio da testa. É Uma grande Possibilidade de como Tem Que Pessoas confundido Uma anomalia congênita Chamada Em que Cyclopia o Bebê É Humano tão mal formado UM COM olho central.

10. Orc

Orc e Uma Palavra USADA n se referir um Várias raças de duro e belicoso em Humanoides Diferentes Ambientes de fantasia. Orcs São retratados Freqüentemente Como Humanoïdes deformados Que São brutais, belicista e sádico. Orcs São descritos de Diferentes Tamanhos, feio, sujo, com hum Por gosto carne humana. Estão os presas, Cambaio e Longo armado, e ALGUNS dez escura um Pelé, Como se queimado. O autor Tolkien OS descrevê Como Largo, atarracado, de Nariz chato, de Pele amarelada, com bocas e Olhos Inclinação .. . degradadas e repulsivas versões do mínimo (Para os Europeus) adorável Tipos de Mongol “. Eels São retratados Como Miseráveis, astuto e Seres vicioso. Quase Todas Em obras como épicas, Em suas origens São considerados Como Falta broodlings animado Unicamente Pela Vontade maligna de satanas .

11. Kapre

Kapre é uma criatura mítica filipina que poderia ser caracterizada como um demônio árvore, mas com características mais humanas. É descrito como sendo um homem alto, macho, marrom peludo, com uma barba. Kapres são normalmente descritos como fumar um cachimbo grande, cujo cheiro forte que atrai a atenção humana. O kapre termo vem do árabe “kaffir” significa um não-crente em Deus. apres pode fazer contato com pessoas para oferecer a amizade, ou se é atraído por uma mulher. Se uma amizade Kapre qualquer ser humano, especialmente por causa do amor, a Kapre serão sempre siga o seu interesse “amor” ao longo da vida. Além disso, se um é amigo do Kapre então essa pessoa tem a capacidade de ver e se eles foram se sentar sobre ele, então qualquer pessoa pode vê-lo. Kapres também disse que jogar pranks sobre as pessoas, muitas vezes tornando os viajantes ficam desorientados e perdem a sua forma na montanha ou na floresta.

12.Leperchaun

Leprechauns foram ligados ao Tuatha de Danann da mitologia irlandesa que se pensa derivar do divindades pré-cristãs da Irlanda. Quando as histórias de sobreviventes foram escritos, a Irlanda tinha sido cristã por séculos, e os Tuatha foram representados como reis mortais, rainhas e heróis do passado distante, porém há muitas pistas para o seu estado divino anterior. representação popular mostra leperchauns como não sendo mais alto do que uma criança pequena. O duende é dito ser uma criatura solitária, cuja principal ocupação é fazer e consertar sapatos, e que goza de piadas. De acordo com William Butler Yeats, a grande riqueza desses fadas vem do “tesouro crocks, enterrou de idade em tempo de guerra”, que eles descobriram e se apropriou.McAnally De acordo com o duende é o filho de um espírito maligno ” e um “degenerado de fadas” e “não é totalmente bom nem totalmente mau”

13. Ogro

Ogre, possivelmente derivado de Oegrus da mitologia grega que era o filho do deus grego shedder sangue. A palavra ” ogro é de origem francesa. Mantendo o mito grego, Oegrus poderia ter amaldiçoado algumas pessoas ogres, onde é descrito um ogre grande, cruel e horrível monstro humanóide monstruoso. Também caracterizado na mitologia, folclore e ficção. Ogres são freqüentemente retratadas nos contos de fadas e folclore como a alimentação de seres humanos, e tem aparecido em várias obras clássicas da literatura. Na arte, os ogres são muitas vezes representado com uma cabeça grande, cabelos e barba abundante, um apetite voraz e um corpo forte. O termo é freqüentemente aplicada em um sentido metafórico para as pessoas que exploram nojento, brutalizar ou devorar suas vítimas. O conto francês diz-los como habitantes do reino de Logres [Inglaterra].

14. Dziwożona

Dziwożona
Dziwozoana ou Mamuna são pântano feminino demônios em mitologia eslava conhecido por ser malicioso e perigoso. Maior risco de se tornar um desses demônios depois da morte foi pensado para ser parteira, solteironas, mães solteiras, mulheres grávidas que morrem antes do parto, bem como as crianças abandonadas. Às vezes eles carregam fora dos homens jovens para serem seus maridos. O Dziwozona tinha seios enormes que eles usaram para atacar e matar.

15. Mono Grande

Elas são descritas como macaco-peludo e como homens, como canibais tronco-ed avistados na América do Sul. Eles são descritos como sendo agressivos para os humanos. E, no encontro que eles ataquem seres humanos em vista, mas pode levar fora das mulheres para a reprodução. No entanto, eles são reconhecidos por um consenso científico e mitos que vieram para a América do Sul com os colonizadores europeus.

16. Vampiros

Os vampiros são seres mitológicos que vivem alimentando-se a essência da vida (geralmente na forma de sangue) de seres vivos, independentemente de serem mortos-vivos ou entidades vivas person.Although vampiric foram registrados em muitas culturas, a crença nos vampiros e bloodsucking demônios é tão antiga quanto o próprio homem, e pode voltar aos tempos pré-históricos. Os vampiros eram geralmente referidos como seres frios que poderia ser destruído pela luz do dia. Buracos que aparecem na terra ao longo de um grave foram tomados como um sinal de vampirismo. Não há nenhuma evidência científica de vampirismo, exceto o Morcego-vampiro. 

17. Tellem

Tellem
O Tellem foram os povos que habitavam a Escarpa Bandiagara, no Mali. É considerado por alguns, em Mali, hoje, que o Tellem possuía o poder de vôo. Eles são descritos como “Lord of Hobbit do anel como criaturas”, e eles construíram residências ao redor da base da escarpa, bem como diretamente na falésia como os hobbits. Muitas destas estruturas ainda são visíveis na área.

18. Yeti

Yeti ou Abominável Homem das Neves criatura mitológica humanóide disse habitam a região do Himalaia, no Paquistão e Nepal. A comunidade científica em grande parte se refere à Yeti como uma lenda, mas ela continua sendo uma das criaturas mais famosas do paralelo cryptozoology de Bigfoot América do Norte. É alto, criatura bípede coberto com longos cabelos brancos e usava nenhuma roupa. Ele tinha uma característica interessante de mudar sua cor do cabelo ao sol a raposa vermelha.

19. Tiyanak

Tiyank
Tiyank é uma criatura que, na mitologia filipino, imita a forma de uma criança. Ele geralmente assume a forma de um bebê recém-nascido e chora como uma na selva para atrair viajantes incautos. Uma vez que é pego pela vítima, ele reverte à sua forma verdadeira e ataca a vítima.Além de cortar as vítimas, o tianak também encanta os viajantes fiquem perdidos, ou rapto de crianças. Teorias afirmam que a tianak é o espírito de uma criança cuja mãe morreu antes do parto.Isso fez com que ela seja “nascida no chão”, ganhando assim seu estado atual.

20. Lobisomem

Werewolf
Lobisomem é um ser humano mitológica com a capacidade de se metamorfosear em um lobo ou uma criatura antropomórfica wolf-like, ou propositadamente, por ser mordido ou arranhado por outro lobisomem, ou após terem sido colocados sob uma maldição. Esta transformação é freqüentemente associada com o aparecimento da lua cheia. Lobisomens são frequentemente atribuídos força super-humana e os sentidos, muito além daquelas de ambos os lobos e os homens.

21. Fomorian

Fomorian
Na mitologia irlandesa, foi uma corrida semi-divina, que habitavam a Irlanda em tempos remotos.Eles podem ter sido uma vez Acredita-se que os seres que antecederam os deuses, semelhantes aos Titans grego. Tem sido sugerido que eles representam os deuses do caos e da natureza selvagem, ao contrário do Tuatha de Danann, que representam os deuses da civilização humana.Eles são, por vezes, disse ter tido o corpo de um homem ea cabeça de uma cabra, ou de ter tido um olho, um braço e uma perna, mas algumas, por exemplo Elatha, eram muito bonitas.

22. Blemmyes

Blemmyes
O Blemmyes era uma tribo que se tornou ficção como uma raça de criaturas acreditava ser acéfalos (sem cabeça), monstros que tinham olhos e bocas em seu peito. Os escritores antigos, por vezes, usou o termo antropofagia comedores de homem (Grk:) para descrever o Blemmyes, como eles eram conhecidos por suas tendências canibais.

23. Tikbalang

Tikbalang é uma criatura do mito filipino disse que se escondem nas montanhas e florestas do Brasil. É geralmente descrito como um homem alto, ossudo criatura humanóide com longas pernas desproporcionalmente, a ponto de chegar a seus joelhos acima de sua cabeça quando se agacha.Tem a cabeça e as patas de um animal, geralmente um cavalo. Às vezes, é acreditado para ser uma transformação de um feto abortado, que foi enviado à Terra do inferno. Tikbalangs são ditas para assustar viajantes e levá-los perdido de tal forma que eles continuam voltando para um caminho arbitrário, não importa o quão longe ele vai ou de onde ele se transforma. Supostamente esta é neutralizada pelo uso de uma camisa do avesso.

24. Encantado

Um encantado é uma criatura lendária brasileira. Eles vivem em um reino chamado de profundidade subaquática Encante. Encantados são mais comumente visto como uma espécie de golfinho de água doce ou serpente do mar que tem a capacidade de se metamorfosear em forma humana.Eles são caracterizados pela habilidade musical superior, sedução e atração para as partes. A transformação da criatura em forma humana parece ser rara, e ocorre geralmente durante a noite.Embora na forma humana do Encantado vai usar um chapéu para esconder sua testa saliente. Ela não desaparecerá enquanto shapeshifting e freqüentemente exibe habilidades mágicas, como o poder de controlar as tempestades e assombrar os humanos. Eles usam várias técnicas de controle da mente e podem provocar doenças, insanidade e até mesmo a morte. As criaturas são conhecidas para seres humanos seqüestro. Muitos moradores não vão perto do rio Amazonas à noite por causa disso. Abundância de sul-americanos acreditam na existência do Encantado e afirmam ter visto e interagido com a espécie.

25. ASWANG

ASWANG
ASWANG é uma criatura mítica do folclore filipino. O ASWANG é uma criatura-vampiro inerentemente mau gosto e é objecto de uma ampla variedade de mitos e histórias, os detalhes do que variam muito. colonizadores espanhóis observou que o ASWANG era o mais temido entre as criaturas míticas do Brasil, mesmo no século 16. “Aswangs” é muitas vezes descrita como uma combinação de vampiro e bruxa e são quase sempre do sexo feminino. Eles são usados às vezes como um termo genérico aplicado a todos os tipos de bruxas, manananggals, metamorfos, lobisomens e monstros. ASWANG histórias e as definições variam muito de região para região e de pessoa para pessoa, de modo nenhum conjunto específico de características pode ser atribuído ao termo. No entanto, o termo é freqüentemente usado de forma intercambiável com manananggal, que é uma criatura especial, com um conjunto específico de características. Elas são muitas vezes retratado como um monstro com asas que agitam ruidosamente quando ela está longe e em silêncio quando ela está mais perto.

26. Basajaun

Basajaun
Na mitologia basca, a basajaunak é um espírito habitando em cavernas ou na floresta, que protege rebanhos de gado e ensina as habilidades, como a agricultura e ironworking aos seres humanos.O basajaun também existe na mitologia aragonês nos vales de Tena, Ansó e Broto.Esculturas do século XV representando o basajaunak pode ser visto na Catedral de Burgos e no mosteiro de Santa María la Real de Nájera.

27. Rakshasa

Rakshasa
Rakshasha é um demônio ou espírito maligno de hindus e budistas mitologia. Acredita-se ser derivada a partir do pé do Deus hindu da criação. Rakshasas são uma raça de humanóides populoso sobrenatural que tendem para o mal. poderosos guerreiros, eles recorrem ao uso de magia e de ilusão quando vencida com armas convencionais. Como forma de trocadores, que pode assumir várias formas físicas, e nem sempre é claro se eles têm uma forma natural ou verdadeiro.Rakshasas são notórias para perturbar sacrifícios, profanação de sepulturas, assédio padres, que possuem os seres humanos, e assim por diante. Suas unhas são venenosas, e se alimentam de carne humana e comida estragada.

28. Wendigo

Wendigo
Wendigo é uma criatura mítica que aparece na mitologia dos povos algonquinos. É um espírito maligno canibal em que os seres humanos poderiam transformar, ou que poderiam ter os seres humanos. Aqueles que era praticante do canibalismo foram particularmente em risco,ea lenda parece ter reforçado esta prática como um tabu. Wendigos eram estranhas como encarnações da gula, ganância e excesso, nunca satisfeito após o abate e consumo de uma pessoa, eles estavam constantemente à procura de novas vítimas. Em algumas tradições, o homem que tornou-se dominado pela ganância pode virar wendigos; o mito Wendigo, portanto, serviu como um método de incentivo à cooperação e moderação.

29. Íncubo

Incubus é um demônio na forma masculina supostamente mentir sobre dormentes, em especial as mulheres, a fim de ter relações sexuais com elas, de acordo com uma série de tradições mitológicas e lendárias. Um pesadelo pode manter relações sexuais com uma mulher para ter um filho, para exercer a sua lenda. Algumas fontes indicam que ele pode ser identificado pelo seu pênis anormalmente grandes ou frio. A tradição diz que as relações sexuais repetidos com um pesadelo pode resultar na deterioração da saúde ou morte. As vítimas podem ter experimentado acordar de sonhos ou paralisia do sono. A influência da incubi também poderia ter sido invocada para explicar de outra forma “inexplicável” a gravidez ou estupradores real poderia ter sido descrito como incubus para escapar de punições.

30. Sasquatch

Sasquatch
Sasquatch, ou mais conhecido como Bigfoot é geralmente descrito como um grande, peludo, bípede humanóide. A comunidade científica considera Bigfoot ser uma combinação de folclore, erros de identificação, embuste e, ao invés de uma criatura real. supostas testemunhas descreveram os olhos grandes, testa uma crista pronunciada, e um grande conjunto de baixo da testa, o topo da cabeça tem sido descrito como arredondados e crista, semelhante à crista sagital do gorila macho.Bigfoot é comumente relatada para ter um cheiro forte e desagradável por aqueles que alegam ter encontrado ela. Os defensores alegaram que Bigfoot é onívoro e principalmente noturnos.

Mitologia basca

A mitologia basca é o conjunto dos mitos, lendas e folclore do povo dos Pirenéus espanhóis e franceses que fala o basco ou êuscaro, língua não indo-europeia do tipo aglutinante.




Há fortes evidências de religião anterior à Era Cristã, refletidas em incontáveis lendas e tradições duradouras. Essa religião pré-cristã era aparentemente centralizada em um espírito feminino superior: Mari. Seu consorte Sugaar também parece ter alguma importância. Esse casal de deuses parece manter um poder étnico superior e também o poder da criação e destruição. Diz-se que quando eles se recolhiam nas cavernas dos altos picos sagrados, eles produziam as tempestades. Esses encontros tipicamente aconteciam nas noites de sexta-feira, o dia histórico do encontro das bruxas. Dizia-se que Mari residia no monte Anboto, e periodicamente ela cruzava os céus como uma luz brilhante para alcanças seu outro lar no monte Txindoki.
Outra divindade parece ser Urtzi (também Ost, Ortzi: "céu"), mas também parece que ele foi importado, porque as lendas não falam dele. Porém seu nome aparece como um dia da semana, nome de mês e eventos meteorológicos. Na Idade Média, Aymeric Picaud, um perergino francês, escreveu sobre os bascos, dizendo: et Deus vocant Urcia ("e o nome de seu deus é Urci-a", sendo o -a o nominativo basco ou artigo sufixado).
As lendas também falam de diversos espíritos ou gênios, como jentilak (equivalente aos gigantes mitológicos), lamiak (equivalente às ninfas), mairuak (construtores dos círculos de pedra, literalmente "mouros"), iratxoak (demônios), sorginak (bruxas, sacerdotisas de Mari), etc. Basajaun é uma versão basca para o homem selvagem. Há um trapaceiro chamado San Martin Txiki ("San Martin Pequeno").

Mari

Mari foi, originalmente, a deidade suprema na mitologia basca. O nome significa simplesmente "rainha". Ela aparece como uma dama ricamente adornada de jóias e freqüentemente voa pelos céus envolvida em fogo. Em outras ocasiões, viaja sobre um carneiro. Pode atravessar os céus em uma carruagem puxada por quatro cavalos e também pode aparecer como uma nuvem branca ou como um arco-íris. Seu marido é Maju, um deus-serpente.
Em Oñate, dizem ter visto Mari em forma de árvore que passa veloz pelo céu lançando chamas, dirigindo-se à caverna de Gaiztozulo e fazendo um ruído ensurdecedor ao ocultar-se nela. Relatos de Ataun e Cegama a descrevem como uma foice ou meia-lua de fogo cruzando velozmente o céu. Em Zaldivia, diz-se que voa horizontalmente, envolvida em fogo.

Mari envia a chuva ou a seca. Sua residência situa-se no interior da terra e acredita-se que guarda grandes riquezas. Dizem em Cegama que, na caverna de Aketegi, até as camas são de ouro. Atraídos pela riqueza ou pelo mistério, muitos entraram na gruta levando velas, mas Mari aparece em forma de corvo e as apaga com o vento de suas asas, a menos que as velas tenham sido benzidas.

Desde a adoção do cristianismo pelos bascos, tanto Mari quanto Maju passaram a ser considerados simples espíritos. Permaneceu, porém, a crença de que se pode afastar os raios colocando uma foice (símbolo de Mari) diante da casa.

Em Zumaia, se conta que uma mulher casada desejava tanto uma filha que dizia que a queria "mesmo que o diabo a levasse quando fizesse vinte anos". Um dia, nasceu-lhe, por fim, uma bela menina de cabelos dourados. Quando a filha estava para fazer vinte anos, a mãe a encerrou numa caixa de cristal e ficou a vigiá-la dia e noite, mas foi inútil: no momento em que a moça completou vinte anos, o diabo quebrou a caixa e a levou para o monte Amboto, onde ela se tornou Mari.

Outra lenda diz que em Beasain, Guipúzcoa, "uma mulher muito má" casou-se com um bom cristão e tornou-se mãe de cinco filhos. Como ela não queria que os filhos fossem baptizados  o pai os pôs em uma carroça, junto com a mãe amarrada e os levou à igreja em busca de batismo para os pequenos. No caminho, porém, a mulher se envolveu em chamas, queimou as ligaduras que a atavam à carroça e voando pelos ares, gritou: "Meus filhos para o céu e eu, agora, para o Muru". E ao monte Murumendi Mari se dirigiu e ainda vive. Em várias ocasiões foi vista em uma gruta do monte, penteando a cabeleira loura com um pente de ouro.

Maju
Maju, chamado também Suarra, Sugaar ("serpente macho", de suge, "serpente" e ar, macho; ou talvez "chama de fogo", de su, "fogo" e gar, "chama"), ou ainda Sugoi ("velha serpente", de suge, "serpente" e o(h)i, "precedente"; ou talvez "fogo alto", de su, "fogo" e goi, "alto"), é uma divindade basca, marido da deusa suprema Mari. Tende a aparecer na forma de uma serpente de fogo.

É tido como origem mitológica da linhagem dos senhores de Vizcaya. Segundo a lenda, una princesa escocesa refugiada em Mundaca teve um encontro erótico con Sugar, do qual nasceria Jaun Zuria, legendário primeiro senhor de Vizcaya.

Em Ataun, diz-se que Sugaar tem duas casas, nas cavernas de Amunda e Atarreta. Pode-se vê-lo atravessar os céus na forma de uma meia-lua de fogo, considerada presságio de tempestade. Nessa área, diz-se também que Sugaar pune os filhos que desobedecem aos pais e mães.

Em Azkoitia, é conhecido apenas como Maju. Encontra Mari toda sexta-feita, dia do sabá, e diz-se que no lugar onde os dois se encontram, cria-se uma grande tormenta.

Em Betelu é conhecido como Suarra e considerado um demônio. Dizem também que ele viaja no céu na forma de um relâmpago globular, entre as montanhas Balerdi e Elortalde.

Basajaun
No folclore basco, os basajauns ou basajuns (do basco basajaunak, "senhores da floresta", singular basajaun) são gigantes que habitam os bosques ou as cavernas situadas no alto das colinas. São imaginados com dois a três metros de altura e longos cabelos ruivos, que lhes chegam até os joelhos. Um de seus pés é semelhante ao dos humanos, o outro é redondo. São também conhecidos no folclore de Aragão, nos vales de Tena, Ansó, e Broto, com o nome de basajaraus, bonjaraus ou bosneraus. Protegem os rebanhos dos lobos e, quando se aproxima uma tempestade, um basajaun grita avisos aos pastores.

A essas entidades é atribuída a construção dos monumentos megalíticos (dólmens e menires) encontrados no País Basco e a invenção da forja do ferro. Foram também os primeiros a cultivar a terra e moer o grão. Os humanos obtiveram esses conhecimentos quando um basco chamado San Martiniko enganou os basajauns.

Os basajauns cultivavam trigo em Ataun, na montaña de Muskia. Chegando com sapatos frouxos, grandes demais, que os gigantes ridicularizaram, Martiniko desafiou-os, afirmando que conseguiria saltar sobre seus montes de trigo recém-colhidos, enquanto eles não conseguiriam fazer o mesmo. Os basajauns aceitaram o desafio e saltaram facilmente sobre os montes, enquanto o basco caiu bem sobre o monte. Os basajauns riram, mas Martiniko foi-se embora com os sapatos cheios de sementes. De repente, os gigantes deram-se conta de que haviam sido enganados, mas, lentos na corrida, não conseguiram alcançar o humano. Um deles lhe jogou um machado, mas o basco abaixou-se a tempo e o machado atingiu uma árvore, partindo-a ao meio.

Martiniko ainda não sabia, porém, quando devia plantar as sementes. Mas voltou à caverna onde moravam os basajauns e ouviu-os cantar:

Si los hombres supieran esta canción
Bien se aprovecharían de ella:
Al brotar la hoja, siémbrase el maíz;
Al caer la hoja, siémbrase el trigo;
Por San Lorenzo, siémbrase el nabo
San Martiniko contou o que ouvira a todos os humanos e a agricultura espalhou-se pelo mundo.
Mais tarde, Martiniko tirou dos basajauns o segredo da fabricação de serras, que produziam em Oiartzun. Mandou seu criado anunciar que já havia fabricado uma serra. Ao ouvir isso, o basajaun lhe perguntou se seu amo havia visto a folha da castanheira. "Não a viu mas a verá", respondeu o criado. San Martiniko viu a folha dentada do castanheiro e lavrou uma lâmina de ferro com o mesmo formato. À noite, o basajaun foi à sua forja ver se ele havia conseguido fazer a serra. Ao encontrá-la, torceu-a de um lado para os outros com os dentes, tentando inutilizá-la, mas, pelo contrário, melhorou a ferramenta, que Martiniko espalhou entre seu povo.

De maneira semelhante, Martiniko averiguou, em Kortezubi, como se soldavam duas peças de ferro. Espalhou que havia conseguido o feito e o basajaun perguntou ao humano que lhe contara a novidade se Martiniko havia espargido água argilosa em ambas as peças. O homem respondeu: "não o fez, mas o fará". Assim, San Martiniko descobriu a técnica e a difundiu pelo mundo.

Lamiak

No folclore basco, as lamiak (singular, lamia) são descritas como belas mulheres de pés de pato, garras de ave ou rabo de peixe. Moram nos ríos e fontes, onde costumam pentear suas longas cabeleiras com cobiçados pentes de ouro. Às vezes, têm filhos com eles. Algumas lendas dizem que são a deusa Mari.

O nome parece estar relacionado ao das vampirescas lâmias gregas, mas as lamiak bascas são entidades relativamente benignas, mais semelhantes às ninfas gregas ou às janas do folclore mediterrâneo. Normalmente amáveis, diz-se que ajudaram os homens a construir dólmens e pontes, mas enfurecem-se se lhes são roubados os pentes. Diz uma lenda que uma mulher roubou o pente de uma lâmia e esta começou a amaldiçoá-la, mas não o conseguiu porque o soar dos sinos da igreja salvou a mulher.

Outra lenda fala de um pastor que ouviu um canto maravilhoso e, ao segui-lo, encontrou um bela jovem sentada sobre uma rocha, que passava um pente de ouro sobre seus cabelos loiros, que lhe chegavam aos pés. Ao ver o rapaz, mergulhou n'água, mas depois reapareceu.

O pastor apaixonou-se pela jovem e a visitou dias seguidos, até que ela o pediu em casamento. O rapaz aceitou e ela lhe deu um anel. Ao chegar em casa, porém, não sabia dizer como se chamava a noiva ou quem eram seus pais, apenas que era formosa, formosa...

A mãe suspeitou de que o filho estava enfeitiçado e pediu conselhos a parentes e vizinhos, que lhe disseram que se fosse estrangeira tal coisa, se fosse bruxa outra... E o mais velho da aldeia disse que, se fosse uma lâmia teria pés de pato.

A mãe fez o filho prometer que prestaria atenção nos pés da moça. Ele imediatamente foi vê-la e a encontrou n'água, mergulhando e brincando com os peixes, mas desta vez reparou nos pés, e eram pés de pato.

Voltou para casa de coração partido, pois humanos não se casavam com lâmias. Adoeceu e delirou com a febre, vendo o rosto da amada e ouvindo sua voz chamando-o :”Zatoz,maitea,zatoz” (”Vem, querido, vem”).

O rapaz acabou morrendo. No dia de seu enterro, a lâmia apareceu em sua casa, cobriu-lhe o corpo com um lençol de ouro e beijou-lhe os lábios. Seguiu o cortejo até a porta da igreja, onde não podia entrar por ser solo consagrado. Retornou então às montanhas e tanto chorou por seu amor perdido que brotou ali um manancial que recorda o amor impossível entre a lâmia e o pastor.


Fontes:
http://brujeriatradicional.blogspot.pt/2012/05/religiao-pre-crista-basca-e-mitologia.html

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A SABEDORIA DO MUNDO ANIMAL Uma Antiga Tradição Celta.


Os nossos Professores Animais. Os nossos antepassados reverenciavam cada aspecto do mundo natural e consideravam cada parte deste mundo capaz de ser um aliado, um guia e um professor. O Druida de hoje é capaz de obter inspiração, direcção e assistência de cada reino do mundo natural, mas nos tempos antigos talvez isso fosse mais simples e menos incomum – havia menos “coisas” entre nós e o mundo da Natureza e a mundovisão predominante considerava que cada parte dela estava imbuída de vida espiritual e significado. Os animais, em particular, eram reverenciados pelas suas qualidades e eram vistos como sagrados à Deusa ou aos deuses. Diz-se que um certo número de tribos ou clãs descenderam de animais, tais como o “povo dos gatos” na Escócia e as “tribos do lobo”, assim como os “cabeças de cão”, na Irlanda. Também se diz que algumas famílias tinham antepassados animais. A foca, por exemplo, era o antepassado original de pelo menos seis famílias na Escócia e na Irlanda. A maior parte das tribos tinha os seus animais totémicos, claramente demonstrados nos seus nomes, como os Caerini e os Lugi em Sutherland (“Povo das Ovelhas” e “Povo dos Corvos”), os Epidii de Kintyre (“Povo dos Cavalos”), os Tochrad (“Povo dos Javalis”), os Taurisci (“Povo dos Touros”) e os Brannovices (“Povo dos Corvos”). As famílias também tinham animais totémicos, visíveis nos seus nomes, nos seus brasões ou nas suas tradições familiares. Todos conhecemos sobrenomes ingleses que são claramente nomes de animais, tal como Fox (“Raposa”), e a maior parte de nós conhece o animal que está relacionado com os nomes de origem clássica, tal como Philip, oriundo do grego e que significa “amante de cavalos”. Porém, muitos nomes em gaélico vêm directamente do reino animal e tentámos mencionar tantos quanto possível no Capítulo Dois d'O Oráculo Animal dos Druidas. Aprender que nomes como “Filho de Raposa” ou “Pequeno Lobo” eram comuns na tradição nativa britânica faz-nos sentir mais próximos dos nossos irmãos e irmãs da tradição nativa americana. Os nossos antepassados adoravam e respeitavam os animais de tal forma que escolhiam ser enterrados com eles, para os ter como guias e companheiros no Outro Mundo. Usavam os seus ossos e os seus dentes como amuletos. Usavam as suas peles para se vestirem e fazerem os seus leitos, para fazerem os seus escudos, tambores e gaitas-de-foles. Aceitavam as suas peles, os chifres, os cascos e a carne como dádivas e faziam uso de todas as partes dos animais – até mesmo os excrementos eram por vezes utilizados para efeitos de cura. Quando caçavam, pediam permissão à Deusa, antes de se aventurarem a tirar a vida de qualquer criatura. A caça em si era considerada sagrada e tinha uma série de tabus para proteger tanto o caçador como a caça. O elo existente entre os nossos antepassados e os animais era tão extraordinariamente rico que estes se relacionavam não só com os animais selvagens, mas também com os guardiães, guias neste mundo e no próximo, curandeiros, amigos e professores. Não é de espantar que eles os considerassem sagrados e companheiros dos deuses. Apenas nós, uma humanidade recente e bidimensional, é que vemos os animais como sendo meramente criaturas “menores”, de inteligência inferior e de pouco valor, para além do facto de servirem de alimento. Enraizado no Tempo. A reverência pelos animais e a consciência de que eles são professores e guias é tão antiga como a própria humanidade. As grutas de Drachenloch, na Suíça, exibem altares com cerca de 70.000 anos dedicados ao Urso. Nas grutas de Lascaux, em França, as extraordinárias pinturas de animais e a estátua cerimonial do corpo de um urso têm mais de 19.000 anos. Os animais eram claramente o centro de uma prática religiosa desde os primórdios do tempo. Na Grã-Bretanha, num povoado mesolítico em Yorkshire, encontraram-se hastes de veado com cerca de 10.000 anos que foram adaptadas para ser ritualisticamente usadas na cabeça. Usar peles de animais, cabeças e penas era uma forma de identificação com os mesmos, de ser esses animais por algum tempo, de partilhar dos seus poderes e de receber a inspiração divina. Na Grã-Bretanha, os nativos ainda faziam isto no séc. VII d.C. – sendo que Santo Agostinho condenou este “hábito extremamente obsceno de se vestirem como veados”. Na Irlanda, o Bardo usava o tugen – uma capa de penas feita com “peles de pássaros, brancas e multicoloridas... da cintura para baixo e com pescoços de patos bravos e cristas da cintura até ao pescoço”. Para além de se vestirem como animais, os nossos antepassados sacrificavam-nos e enterravam-nos ritualisticamente. Qualquer relutância que se possa ter inicialmente face a este comportamento deve ser temperada com a consciência de que hoje em dia milhões de animais criados industrialmente são sacrificados diariamente sem qualquer acompanhamento ou contexto espiritual – ao passo que os sacrifícios e rituais dos nossos antepassados envolviam um pequeno número de criaturas e uma consciência profunda da dádiva que o animal estava a conceder ao ser sacrificado. Parece que os animais eram enterrados cerimonialmente como uma acção de graças nos silos de cereais subterrâneos quando estes deixavam de ser úteis e eram selados. É possível que se tenham feito rituais semelhantes com os animais que acompanhavam os mortos ou que eram enterrados em altares ou santuários. A importância dos animais na vida religiosa dos nossos antepassados também pode ser vista no facto de quatro dos oito festivais druídicos do ano, conhecidos como Festivais de Fogo, estarem particularmente ligados à vida campestre da pastorícia e e da agricultura, e sabe-se que têm sido celebrados durante pelo menos os últimos 7.000 anos. O Imbolc, no dia 1 de Fevereiro, é o tempo do nascimento dos cordeiros, dos vitelos e das primeiras sementeiras. O Beltane, no dia 1 de Maio, assinala o início do Verão, quando os rebanhos são levados para as pastagens altas. O Lughnasadh, no dia 1 de Agosto, marca o início das colheitas e o Samhuinn, no dia 1 de Novembro, assinala o princípio do Inverno, quando os animais são trazidos até aos vales e se fazem as matanças para a carne que deve ser conservada. Xamanismo e Animais de Poder. Trabalhar com animais de poder é uma característica central do Xamanismo e podemos encontrar inúmeros elementos xamânicos intricados na filosofia e na prática do Druidismo. Michael Harner, uma autoridade mundial em Xamanismo, fala do caminho xamânico como algo que se poderia definir como um método para abrir uma porta e entrar numa realidade diferente. Uma parte significativa da cerimónia e da meditação Druídicas tem como objectivo viajar até outras realidades, bem como a palavra “Druida” se relaciona com palavras que significam “carvalho” e “porta” – sendo que o símbolo da porta ou portal é central nos ensinamentos Druídicos. Joseph Campbell, o grande mitógrafo, mostrou-nos que existe um conjunto de características que distingue a arte de um xamã. Estas incluem: a dança ritual, a posse de uma vara ou bordão, a dança extática, o uso de uma vestimenta animal, a identificação com um pássaro, veado ou touro, tornar-se senhor dos animais de caça e das iniciações e o controlo de um animal mágico ou “familiar”. Na literatura druídica, existem vestígios de possíveis danças rituais nas antigas danças folclóricas e existem numerosas referências às varas e bordões druídicos e a estados alterados de consciência ou de êxtase. Todas as restantes características mencionadas por Campbell relacionam-se com animais e todas estão presentes na tradição druídica. Já abordámos o uso de trajes animais, tais como o veado ou o pássaro. Os druidas eram muitas vezes identificados com animais: eram apelidados de víboras ou leitões, dizia-se que tinham o “conhecimento do grou, do corvo ou do pássaro” ou recebiam nomes como Mathgen, que significa Nascido-de-Urso. Os veados e os touros são particularmente importantes no Druidismo – o veado é um mensageiro do Outro Mundo, montado pelo sábio Merlin, e o touro é sagrado ao deus Taranis, o beneficente deus do céu, do trovão, do relâmpago e do carvalho. O touro tem uma presença proeminente na música sagrada do Druidismo – eram ritualisticamente usados chocalhos de bronze com forma de testículos de touro, assim como cornos de bronze, que foram encontrados um pouco por toda a Grã-Bretanha e Irlanda, que muitas vezes se assemelham a cornos de touro. Estes últimos, quando tocados com o método de respiração circular usado pelos tocadores de didgeridoo, soam como o bramir dos touros. Encontramos a imagem do “senhor dos animais de caça” na iconografia e na literatura celtas. Podem ser vistas imagens de Cernunnos ou do Senhor da Caça tanto na Grã-Bretanha como em França e a imagem avassaladora do senhor de todos os animais aparece no Mabinogion galês. Por fim, o controlo de um animal mágico ou familiar relaciona-se habitualmente com um atributo da bruxa no folclore britânico, sendo a lebre, a rã e o gato citados como os familiares mais comuns. Existem muitas ligações históricas entre o Druidismo e a Bruxaria. O Outro Mundo Celta Um ponto central na mundivisão druídica é a crença de que o mundo material em que vivemos corresponde apenas a um nível ou plano de existência. Por detrás e para além deste mundo fica o Outro Mundo, o mundo dos poderes e das potências, dos espíritos e das forças que nos podem guiar e ajudar, se simplesmente conseguirmos reconhecer a sua existência e aceitar a sua realidade. Os animais, em particular, são reverenciados pela sua capacidade de estabelecer uma ponte entre estes dois mundos. Eles podem trazer-nos mensagens do Outro Mundo e agir como nossos guias nesse reino, quando nos despojamos dos nossos corpos na morte. Porque eles têm simultaneamente uma forma espiritual e uma forma física, podem ser os nossos guardiães e protectores, mesmo quando não estão fisicamente presentes. Embora cada animal tenha o seu próprio caminho para o Outro Mundo, um estudo dos animais aqui descritos neste Oráculo irá demonstrar que eles formam determinados grupos que se adequam particularmente a certas funções: alguns são mais adequados como guardiães e protectores, outros como curandeiros, guias, professores, transmutadores de forma ou familiares. Pode encontrar um guia relativo a estas diferentes categorias na página 163 d'O Oráculo Animal dos Druidas. É interessante reparar que a grande maioria destes animais são considerados sagrados à Deusa. Animais Interiores, Animais de Poder, Guias Totémicos. Trabalhar com o Oráculo Animal pode colocar-nos em contacto com quatro tipos diferentes de animais. Primeiramente, pode despertar-nos para a beleza do animal no mundo físico, levando-nos a descobrir mais acerca da sua vida e dos seus hábitos. Em segundo lugar, pode pôr-nos em contacto com os nossos “animais interiores”. De alguma forma, os animais agem como símbolos ideais ou imagens dos nossos medos e ânsias mais profundas ou de partes da nossa psique que foram negadas, reprimidas ou simplesmente negligenciadas. Ao acolher e nutrir os animais que entram na nossa consciência através do Oráculo, em sonhos, meditações ou divagações, enriquecemos o nosso mundo interior e descobrimos um caminho de crescimento pessoal que está em perfeita sintonia com o mundo natural. Em terceiro lugar, existem animais de poder. A tradição druídica, tal como outras vias indígenas, acredita que os animais também existem sob forma espiritual no Outro Mundo e que, por vezes, esses animais podem visitar-nos – para nos dar energia ou cura, inspiração ou conselhos. Porque cada um deles tem um poder específico, dom ou “remédio”, eles são geralmente chamados de “animais de poder”. O quarto tipo de animais é conhecido como “totem”. Se optarmos por trabalhar com animais de poder, podemos acabar por desenvolver uma relação especial com um deles ou mais. Iremos sentir muitas vezes a sua presença na nossa consciência – guiando-nos, ensinando-nos e ajudando-nos. Podemos então dizer que estes animais de poder se tornaram os nossos “totens” ou “familiares”.Philip & Stephanie Carr-Gomm.

O fim do Paganismo na Hispânia



O ano de 399 D.C. é considerado como o ano do fim do paganismo na Ibéria. Nesse ano foi dirigida a Macróbio a lei "vicario hispaniarum", que começa da seguinte forma: “Sicut sacrificia prohibemus, ita volumus publicorum operum ornamenta servari...”.
Apesar de todos os esforços das autoridades cristãs para reprimir quaisquer manifestações pagãs, os cultos politeístas, na nossa península, mantiveram-se muito tempo depois da queda de Roma e das invasões Germânicas, durante o séc.V.
Nas grandes áreas rurais da Ibéria, principalmente na zona norte da nossa península, continuaram a fazer culto aos deuses ancestrais, por vezes misturados com o politeísmo romano e outras com o paganismo dos suevos, vândalos, etc. Daí o termo "pagão", forma depreciativa para se referirem aos camponeses que permaneciam fieis aos deuses ancestrais, rejeitando a imposição cristã. Este cenário manteve-se durante a monarquia visigótica, apesar das grandes cidades estarem completamente cristianizadas. Mesmo estes, voltavam a praticar os rituais ao menor deslize do controlo da Igreja.
Martin de Braga lamenta no seu "De correctione rusticorum" que apesar de cristianizados, "fazem mais culto de adoração a demónios que a Deus".
"Demónios" era o termo pejorativo usado pelos cristãos quando se referiam aos deuses ancestrais.

Prisciliano, bispo de Ávila, também condenou o politeísmo:
“Sea anatema quienquiera que llame dioses al Sol, a la Luna, Júpiter, Marte, Mercurio, Venus o Saturno...”“...en el mar invocan a Neptuno, en los ríos a las Lamias, en las fuentes a las Ninfas, en los bosques a las Dianas, QUE SON TODOS DEMONIOS Y ESPÍRITUS MALIGNOS...”

No início do século IV D.C. quando o cristianismo contava com o apoio do estado romano, o cânon XLI do concílio de Iliberris (Granada), obrigava os grandes proprietários cristãos a destruir os "ídolos" (representações dos deuses) e a proibirem o culto aos mesmos pelos seus servos.
No cânon LXXII do segundo concílio de Braga, celebrado no ano 572, proibiu-se a manutenção das tradições dos "gentios" ou a sua celebração. Proibiu-se também o culto aos elementos, ao curso da lua ou estrelas, a sementeira ou plantação de árvores. No cânon LXXIII, proibiu-se a celebração das Calendas (primeiro dia do mês, principalmente do mês de Janeiro), assim como os enfeites das casas com louro, coroas de flores, etc...
O cânon LXXIV proibiu a apanha de ervas medicinais.

O templo dedicado ao Sol e à Lua situado no Alto da Vigia, Praia das Maçãs (Sintra)

No ano 675, na celebração do concelho de Reis de Toledo, os bispos reunidos renovaram a repressão aos pagãos ou politeístas nestes termos:

Cânon XI
“No para castigo de los delincuentes, sino para TERROR no imponemos por este nuestro decreto la pena de muerte, sino que avisamos a los adoradores de los ídolos, a los que veneran las piedras, a los que encienden antorchas, y adoran las fuentes y los árboles, que reconozcan como SE CONDENAN ESPONTÁNEAMENTE A MUERTE A AQUELLOS QUE HACEN SACRIFICIOS AL DIABLO(...)y CASTIGUEN CON AZOTES a todos aquellos que concurren a un horror de esta naturaleza, y CARGÁDOLOS CON CADENAS, los entreguen a sus señores, siempre que sus dueños prometan, mediante juramento, que ellos les vigilarán tan cuidadosamente que no les sea posible en adelante cometer tal crimen(...) y si fueran personas libres las que estuvieran complicadas en estos errores, serán castigados a la pena de excomunión perpetua y ENVIADOS A UN SEVERO DESTIERRO”.

“No te harás obra de escultura, ni figura alguna de lo que hay arriba en el cielo, ni de lo de abajo en la tierra; NO LOS ADORARÁS NI LES DARÁS CULTO. Además , EL QUE SACRIFICA A LOS DIOSES EXCEPTO SÓLO AL SEÑOR, SERÁ MUERTO.”


Exemplos como estes foram muito frequentes durante aqueles séculos sombrios onde os nossos antepassados não tinham escolha a não ser converter-se ao cristianismo ou à morte. No entanto, a força ancestral do politeísmo sobreviveu e conseguiu manifestar-se de várias formas ao longo dos séculos, apesar da repressão brutal judaico-cristã e dos ditames do monoteísmo bíblico.

Fontes: http://www.celtiberia.net/

http://forjadelume.blogspot.pt/

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

OS SÁBIOS DRUIDAS E OS CELTAS

Os Druidas reuniam-se em Colégios onde desenvolviam e preservavam conhecimentos que herdaram de uma raça anterior à nossa e muito mais avançada. Controlavam aquilo a que hoje chamamos Energia Telúrica, preservada pelos orientais sob o nome de Feng Shui, para além de compreenderem o poder dos elementos: as pedras, os ventos, o fogo, os mares... 



Caius Julius Caesar, ou Júlio César, na sua obra 'Comentários', conta que havia os druidas guerreiros, e entre estes havia mulheres, que oficiavam ritos, conheciam e controlavam as RUNAS, guerreavam e comandavam tribos, como é o caso de Beodica, que além de rainha, era druida. 


Entre os Celtas, povo guerreiro por natureza, havia igualdade de sexos e justiça social, mas não havia escravos nem analfabetos, graças aos Druidas, que eram juízes, engenheiros, médicos, professores, generais, etc. 

domingo, 25 de agosto de 2013

DANÇAS SAGRADAS E MARCIAIS ENTRE OS LUSITANO



Sabe-se que entre os antigos iberos e povos do Oriente, uma das formas do culto externo era constituída pela dança; não qualquer dança, mas sim uma especial consagrada pelas fórmulas litúrgicas, que tinha passes, ritmos e cadências próprias, ou seja, uma dança sagrada. “Pela música – dizia o poeta – a essência dos deuses é visível e se comunica aos seres mortais, e os sentimentos dos homens tomam a forma de objectos animados”.

Antes dos bispos de Bragança as proscreverem, havia nas tradicionais festas das aldeias danças sagradas de carácter litúrgico e ao mesmo tempo marcial. Estas danças, infelizmente, desapareceram, restando apenas a dos Pauliteiros, ainda hoje executada em terras mirandesas.

In Eduardo Amarante "UNIVERSO MÁGICO E SIMBÓLICO DE PORTUGAL"

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

OS DRUIDAS, O BOSQUE SAGRADO E OPHIUSSA


“A palavra celta Nemet (cuja raiz deu origem ao nome da tribo bracarense dos nemetanos) era precisamente o nome dado pelos celtas ao bosque sagrado, equivalente ao locus latino de que falava Júlio César. Os celtas cultuavam a serpente, tendo -se fixado numa região do noroeste peninsular chamada Ophiussa, onde existia um acentuado culto ofiolátrico. O curioso é que a serpente era, precisamente, um dos nomes atribuídos aos druidas, o que nos faz recordar os antigos sábios e magos do Tibete e da Índia, chamados Nâgas, cujo nome significa serpentes, homens-serpentes, os detentores da Sabedoria. Desse modo, temos de associar os celtas a um de terminado conhecimento mágico, visto eles estarem intima mente ligados aos druidas.” – Eduardo Amarante

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Bruxaria Ibérica


As três faces da mulher celta


Todas as sociedades, ao longo dos tempos, tentaram definir as relações do homem e da mulher, como casal e dentro das estruturas sociais existentes. Para isso, atribuíram a cada um determinado lugar, que varia sensivelmente de acordo com os costumes e as tradições de cada povo.

Entre os celtas - os antigos gauleses, os irlandeses, os bretões da Ilha da Bretanha que vieram a ser os galeses, e os bretões armoricanos - as estruturas sociais eram as de todos os povos indo-europeus; isto quer dizer que a tendência era o patriarcalismo com o homem em primeiro plano.

Mas ao analisarem-se textos jurídicos, testemunhos históricos, literários e mitológicos, é surpreendente a constatação de quanto era vantajosa a condição feminina entre os celtas em relação a algumas outras sociedades, principalmente as mediterrâneas. Por outro lado, é certo que existem analogias profundas entre os usos celtas e os usos da Índia antiga quanto às formas de casamento.

É sabido que todos os mediterrâneos, particularmente os gregos e romanos, mantinham a mulher em estado de menoridade permanente. Os celtas, ao contrário, lhe atribuíam direitos que a mulher das épocas puritanas dos séculos XIX e XX, na Europa ocidental, estavam longe de possuir.

As razões dessa particularidade são muito diversas, mas podemos citar uma essencial: os celtas que invadiram a Europa ocidental por volta do século V a.C. não eram numerosos; constituíam uma elite guerreira e intelectual, e encontraram, nos territórios que vieram a ocupar, populações autóctones de densidade bem maior, às quais impuseram sua cultura, sua língua, sua religião e suas técnicas, e das quais assimilaram alguns costumes, especialmente os referentes às relações interindividuais.

Assim, as condições muito especiais do estatuto da mulher se observam no quadro da civilização celta devem ser buscadas na herança dos povos outrora instalados na Europa Ocidental.

O que espanta é a relativa independência da mulher em relação ao homem. A mulher pode ter bens próprios, como objetos de uso, jóias e cabeças de gado. Como o sistema celta admitia a propriedade mobiliária individual juntamente com uma propriedade rural coletiva, a mulher podia dispor de tal propriedade a seu bel-prazer, vendendo-a se assim quisesse, adquirindo outras por meio de compra, de prestação de serviços ou por doação. Ao casar-se, a mulher conservava seus bens pessoais e os levava consigo em caso de dissolução do casamento.

O casamento celta, aliás, era uma instituição flexível, resultante de um contrato cuja duração não precisava necessariamente ser definitiva. A mulher escolhia livremente seu marido, pelo menos teoricamente, pois às vezes os pais arranjavam casamentos por oportunismo econômico ou político. Mas mesmo nestes casos, a moça era consultada.

Aliás, no quadro do casamento, tudo dependia da situação pessoal dos esposos. Quando a mulher possuía menos bens que o marido, era este quem dirigia a casa, sem recorrer à mulher. Mas se as fortunas do homem e da mulher fossem iguais, o marido não poderia dirigir a casa sem o consentimento da esposa. E, fato excepcional na maioria das legislações, no caso de a mulher possuir mais bens que o marido, era ela quem dirigia a casa, sem pedir sequer a opinião dele.

A História e a epopéia antiga nos deixaram uma lembrança muito viva de situações assim: isso mostra eloqüentemente que a mulher conseguira, numa sociedade patriarcal, manter uma certa predominância e uma autoridade moral incontestável.

Também é importante constatar que, casando-se, a mulher não entrava nunca na família do marido. Ela pertencia sempre à sua família de origem, e o preço pago pelo marido pela compra de sua mulher era uma espécie de compensação dada à família dela. Mas em caso de divórcio a mulher retomava seu lugar natural em sua família de origem.

Em determinadas situações, especialmente quando o marido era estrangeiro, a família constituída pelo casamento pertencia a uma categoria especial, ligada à família da mulher, e os filhos herdavam exclusivamente a família materna.

O mesmo acontecia nas famílias reais em que a transmissão da soberania se dava às vezes por intermédio da mãe, ou do tio materno; existem, tanto na literatura irlandesa quanto na literatura européia de inspiração celta, lembranças flagrantes dessa prática de transferir a herança aos filhos do irmão da mãe. O exemplo mais célebre é o de Tristão, herói de uma lenda medieval de origem celta, herdeiro de seu tio materno, o rei Mark.

Fora do casamento, existia - e durou muito tempo na Irlanda, mesmo nos tempos cristãos - uma espécie de concubinato regulamentado por costumes severos. O homem, casado ou não, podia tomar uma concubina. Se fosse casado, só o poderia fazer com o consentimento de sua esposa legítima mas, de qualquer forma, a concubina só vinha instalar-se no domicílio do homem depois de ter acertado com ele um verdadeiro contrato. Ela recebia uma compensação pessoal, assim como sua família de origem, e comprometia-se por um período limitado a um ano e nem mais um dia.

Ao termo desse prazo, a concubina podia retomar sua liberdade, a menos que combinasse um outro contrato de igual duração. Esse estranho costume, que se quis chamar de "casamento temporário" ou "casamento anual", tinha o mérito de salvaguardar a independência e a liberdade da mulher; ela não era um objeto, comprado hoje e abandonado amanhã, ela era realmente uma pessoa, com a qual se celebrava um contrato.

E se o contrato não fosse respeitado, a mulher concubina sempre tinha a possibilidade de apelar à decisão de um juiz que ela mesma escolhia entre os que eram considerados mais sábios, geralmente druidas, que, além de suas funções sacerdotais, eram verdadeiros jurisconsultos.

O contrato de casamento era no fundo um tanto provisório e podia ser rompido a qualquer momento. Assim sendo, o divórcio era extremamente fácil. Se o homem decidisse abandonar a mulher, devia basear-se em motivos graves; se não os tivesse, deveria pagar idenizações muito altas, exatamente como em caso de quebra abusiva do contrato.

Mas a mulher, por seu lado, tinha o direito de se separar do marido quando ela a submetessa a maus tratos, ou mantivesse no domicílio uma concubina que não agradasse a ela.

Cita-se com freqüência o exemplo de um druida que queria levar para casa uma concubina não aceita por sua esposa legítima. Ele quis insistir, mas sua mulher fez saber que se divorciaria, e como a mulher possuía a maior parte da fortuna do casal, o druida refletiu melhor, resignou-se e submeteu-se à vontade da esposa, renunciando à concubina.

Na verdade, embora fosse mais freqüente que os homens pedissem a dissolução do casamento, as mulheres tinham o mesmo direito, e o divórcio podia ser feito quase automaticamente, por uma espécie de consentimento mútuo. E, havendo a separação do casal, a mulher não só retomava seus bens pessoais, mas retinha também sua parte em tudo o que o casal tivesse adquirido durante o tempo do casamento.

Esta solução impedia que a mulher fosse lesada quer no plano econômico quer no plano moral, pois o divórcio não decorria de nenhuma culpa; um contrato tornara-se caduco, e o divórcio não era mais do que o reconhecimento desse fato.

É certo que o problema dos filhos apresentava dificuldade. Em princípio, os filhos pertenciam à família do pai, e estavam, assim, protegidos de qualquer injustiça, pois a solidariedade familiar intervinha em favor deles, que não eram nunca abandonados. Havia ainda uma instituição especial para crianças que estivessem neste caso: adoção, que consistia em mandar os filhos para receberem educação manual, doméstica, intelectual ou guerreira com outra família, que por sua vez criava laços entre a criança e seus pais adotivos, alargando consideravelmente o quadro da vida familiar.

Os filhos podia herdar tanto do pai como da mãe. As meninas não ficavam afastadas da sucessão, ainda que fossem ligeiramente desfavorecidas em relação aos meninos. Mas, no todo, tanto quanto se pode observar nas épocas históricas do século V a.C. ao século XII da nossa era - a sociedade celta na Irlanda, na Ilha da Bretanha armoricana parece ter feito todo o possível para salvaguardar a dignidade, os direitos e a autoridade moral da mulher.

O Javali (Wild Boar)


Na mitologia celta o javali era sagrado para a deusa gaulesa Arduinna, protetora dos javalis e da região da floresta de Ardennes. O javali está presente em várias histórias e contos celtas.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Castro de Monte Mozinho


O Castro de Monte Mozinho ou Cidade Morta de Penafiel localiza-se nas freguesias portuguesas de Oldrões e Galegos, no Monte Mozinho, concelho de Penafiel, distrito do Porto.
O Castro de Monte Mozinho foi fundado no século I d.C. com um período de ocupação até o século V.
O castro estava fortificado com três linhas de muralhas.
As muralhas defensivas adaptam-se ao terreno, com uma planificação regular.
O castro possui uma vasta área de habitações, com vários vários tipos de construções, desde núcleos de casas com pátio de tradição castreja, com compartimentos circulares e vestíbulo, às habitações romanas de planta quadrada ou rectangular de maior dimensão.