Em plena crise, o pensamento inquieta-se e interroga-se; ele pesquisa as causas mais profundas do mal que atinge a nossa vida social, politica, económica e moral.
As correntes de ideias, de sentimentos e interesses chocam brutalmente, e deste choque resulta um estado de perturbação, de confusão e de desordem que paralisa toda a iniciativa e se traduz na incapacidade de encontrarmos soluções para os nossos males.
Portugal perdeu a consciência de si mesmo, da sua origem, do seu génio e do seu papel, de herói intrépido, no mundo. Chegou a hora do despertar, do renascimento, de eliminar a triste herança que os povos do velho mundo nos deixaram, as bafientas formas de opressão monárquicas e teocráticas, a centralização burocrática e administrativa latina, com as habilidades, os subterfúgios da sua politica e dos seus vícios, toda esta corrupção que nos tolda a alma e a mente.
Para reencontrar a unidade moral, a nossa própria consciência, o sentido profundo do nosso papel e do nosso destino, isto é, tudo o que torna uma nação forte, bastaria a nós portugueses eliminar as falsas teorias e os sofismas que nos obscurecem o caminho de ascensão à luz, voltando à nossa própria natureza. Às nossas origens étnicas, ao nosso génio primitivo, numa palavra, à rica e ancestral tradição lusitana e/ou celtibera, agora enriquecida pelo trabalho e o progresso dos séculos.
Um país, uma nação, um povo sem conhecimento, saliência do seu passado histórico, origem e cultura, é como uma árvore sem raízes. Estéril e incapaz de dar frutos.

sábado, 28 de abril de 2012

Paganismo - Princípios Básicos



Em todas as Eras tem havido mulheres e homens cujas almas têm sido profundamente tocadas pela Natureza, pessoas para as quais as Estrelas falam do seu gracioso silêncio, para as quais a Lua não é só um corpo celeste, para as quais as plantas e os densos bosques são como as catedrais da alma. Pessoas que amam e respeitam a Natureza, tirando partido dela sem a destruir, pessoas que acreditam que homens e mulheres têm os mesmos direitos e se respeitam. Estes são os Pagãos.
Paganismo é uma forma de vida e é uma religião que tem as suas raízes na pureza da infinita variedade da Natureza, venerando a Divindade Feminina e o seu sagrado Masculino em todos seus aspectos. Um ser humano não se concebe só por um ser, é preciso o lado feminino e o masculino para a criação, ninguém nasce do nada, por isso quem nasce com o sentido Pagão nasce amando naturalmente a Deusa e o Deus seu consorte.
Os Pagãos respeitam todas as pessoas e todas as formas de vida como parte de um Todo sagrado. Cada mulher e cada homem é para um Pagão, um lindo e único ser. As crianças são amadas e honradas. Os bosques, as florestas e as clareiras são o lar dos animais selvagens e das aves, que são tratadas com respeito e carinho.
O Paganismo acentua a experiência religiosa pessoal. Nós procuramos a união espiritual com a Divindade através da harmonização com as correntes da Natureza e pela exploração do nosso próprio interior. Os nossos Ritos ajudam-nos a harmonizar com os ciclos naturais das mudanças das estações e a compreende-los, por isso ocorrem nos Equinócios, Solstícios e nos Pináculos, e nas fases da Lua e do Sol.
Podem-se encontrar uma grande variedade de Tradições dentro do nosso largo espectro e isto reflecte a variedade da nossa experiência espiritual. Todo o Pagão é Politeísta por natureza; alguns veneram Deuses e Deusas, enquanto que outros concentram-se numa Força Vital, e outros ainda são devotos de um casal cósmico – Deusa e Deus.
Nós celebramos nossas Divindades, e acreditamos que cada pessoa deve encontrar o seu lar espiritual de acordo com os ditames da tranquila voz interior da sua própria alma. Também por esta razão nós respeitamos todas as religiões sinceras, e não profetizamos nem procuramos convertidos.
Das outras fés e da sociedade em geral, nós só pedimos tolerância.

Fonte: http://artavussociety.wordpress.com/old-path/principios-e-crencas/

Bruxaria



A palavra Bruxaria, segundo o uso corrente da língua portuguesa, designa as faculdades sobrenaturais de uma pessoa, que geralmente se utiliza de ritos mágicos, com intenção maligna – a magia negra – ou com intenção benigna – a magia branca. É também utilizada como sinônimo de curandeirismo e prática oracular, bem como de feitiçaria.
Para os bruxos atuais, contudo, a Bruxaria é o culto à Deusa e ao Deus em sistemas que variam de uma deidade única hermafrodita ou feminina à pluralidade de panteões antigos, mais notadamente os panteões celta, egípcio, assírio, greco-romano e normando (viking).
Feiticeiro seria aquele que realiza feitiços, seja ele bruxo ou não, e feitiço, o gênero de magia cujo objetivo é interferir no estado mental, astral, físico e/ou na percepção que outra pessoa tem da realidade. A magia, por sua vez, é o uso de forças, entidades e/ou “energias” não pertencentes ao plano físico para nele interferir, englobando a feitiçaria e muitas outras formas de ação sobre o mesmo.

Fonte: http://artavussociety.wordpress.com/old-path/bruxaria/

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Alma Guerreira

Alma Guerreira


O guerreiro acredita, com toda a sua convicção, na fibra com que os heróis se tecem. O guerreiro não luta apenas para vencer, mas sim pela liberdade, pois esta é o seu grande prémio. Tudo o mais daí advirá. O guerreiro é humano, logo não é perfeito. Ele trata as pessoas com amabilidade e respeito. O guerreiro ataca e avança contra todos os obstáculos, no entanto diz para que sejas abençoado. O guerreiro tem um enorme orgulho no caminho que segue e usá-lo como lição. Através da meditação Sabe que não deve tornar-se duro e amargo de atitude, lutando sempre sem deixar maculas. O guerreiro é apaixonado e um pensador profundo, sempre verdadeiro e leal para com os deuses e tudo o que é sagrado. O guerreiro consegue rir, pois é um feiticeiro. Aprecia todas as coisas e não assume nada como garantido. O guerreio é uma pessoa que se preocupa, que tem compaixão, sempre atento a todas as coisas, sejam elas pequenas ou grandes. O guerreiro é amoroso, sensual, forte, de mente frágil, determinada e aberta. Para que possa lutar pela justiça, pela compaixão e pela compreensão, sem medo, receios ou anseios, um grande guerreiro é tudo isto e ainda muito mais.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ritual de auto iniciação



1.      Coloca-se uma pitada de sal na língua e profere-se: Sou um mortal, amado e querido da Deusa Tripla e do grande Deus. Através da grande mãe, todas as coisas nascem; a ela, todas as coisas, a devido tempo, regressam. Pelo seu caldeirão sagrado, entro e abandono este mundo físico, até que, pelas minhas acções, não tenha de regressar para aprender.
2.      Coloca-se o óleo perfumado no pentáculo, ajoelha-se perante o altar e profere-se: Eu (nome mágico (todos os bruxos têm um nome magico)), venho a este local sagrado de livre vontade dedicar a minha vida à via pagã, aos antigos Deuses, cujo poder é ainda forte e vital. Aqui empenho a minha palavra de honra em como seguirei os antigos caminhos que conduzem à verdadeira sabedoria e conhecimento. Servirei a Grande Deusa e reverenciarei o Grande Deus. Sou um pagão, uma pedra no antigo círculo, firmemente equilibrado sobre a Terra, porem aberto aos ventos dos céus e perseverando através dos tempos. Que os antigos Deuses testemunhem as minhas palavras!
3.       Dirigimo-nos para o quadrante Este e, nele proferimos: Eis-me aqui, Ó poderes do Ar! Eu, (nome mágico), sou um seguidor do Senhor e da Dama.
4.      No quadrante Sul profere-se: Eis-me aqui, Ó poderes do Fogo! Eu, (nome mágico), sou um seguidor do Senhor e da Dama.
5.      No quadrante Oeste profere-se: Eis-me aqui, Ó poderes da Água! Eu, (nome mágico), sou um seguidor do Senhor e da Dama.
6.      No quadrante Norte profere-se: Eis-me aqui, Ó poderes da Terra! Eu, (nome mágico), sou um seguidor do Senhor e da Dama.
7.      Regressa-se ao altar, pega-se no óleo perfumado e, com uma gota no indicador da mão de poder, unge-se a testa, proferindo: Que a minha mente se abra à vossa verdade.
8.      Unge-se o lábio superior e profere-se: Que a minha boca permaneça silenciosa entre os descrentes.
9.      Unge-se o coração e profere-se: Que o meu coração os busque sempre.
10.  Unge-se o centro das palmas das mãos e profere-se: Que as minhas mãos se ergam em vosso louvor.
11.    Unge-se o dorso dos pés e profere-se: Que os meus pés trilhem sempre os vossos secretos caminhos.
12.  Permanece-se em silêncio por uns instantes a fim de receber a bênção.
13.  Coloca-se a jóia no pentáculo e profere-se: Este emblema usarei para todas as coisas que forem mágicas. Abençoai este/a (nome da jóia), Ó grandiosos, para que eu possa ser abençoado e protegido sobre todas as formas.
14.  Coloca-se o cálice de vinho no pentáculo durante uns instantes e depois erguendo-o bem alto profere-se: Aos antigos Deuses! Que alegres se encontrem, que alegres se separem e que alegres se encontrem de novo.
15.  Bebe-se o vinho, guardando algum para ser posto no exterior, para o povo pequeno.
16.  Medita-se.

O circulo mágico

Na base de qualquer ritual é conveniente traçar primeiro um círculo mágico, isto é, criar um ambiente propicio onde se poderão juntar as energias necessárias para realizar o que temos em mente, isto sem que estas se dispersem. Ao traçar um círculo de certa forma somos envolvidos, dentro do perímetro traçado, por um alvéolo de energia. O círculo pode ser traçado com o dedo indicador da mão dominante, com o athame ou ainda com outro objecto cuja simbologia seja similar.


 

Como formá-lo?


Eis uma das formas mais simples, entre as inúmeras que existem:

1.      Antes de mais alguma coisa deve-se levar tudo aquilo de que se necessita para o ritual, que se vai realizar, para dentro do círculo. Pois é importante não quebrar o círculo durante o ritual.
2.      Dá-se três voltas ao perímetro, imaginando que uma luz azul, branca ou prateada se entrepõe entre nós e o exterior. Nada se diz, apenas se define a dimensão do círculo. Compridas as três voltas colocamo-nos em frente ao altar e acendemos o incenso.
3.      Partindo de este. Pega-se no incensório e dá-se mais uma volta ao círculo, proferindo as seguintes palavras: Com o ar perfumado, formo este círculo.
4.      De regresso ao altar (este), acende-se a vela, pega-se nela e volta-se para sul, dando outra volta, proferindo as seguintes palavras: Com o fogo sagrado, formo este círculo.
5.      Uma vez regressados a sul, pousa-se a vela no altar, pega-se na taça de agua e voltamo-nos para oeste, dando outra volta e, proferindo as seguintes palavras: Com a água dos céus e dos rios, formo este círculo.
6.      Uma vez regressados a oeste, pousa-se a taça no altar, pega-se no recipiente do sal e voltamo-nos para norte dando mais uma volta. As palavras que se proferem são estas: Com o sal da terra formo este círculo.
7.      O círculo está aberto. Agora pode-se fazer o que se quiser. 
8.   Depois de tudo terminado. Dá-se a volta ao círculo proferindo: Agradeço ao Universo este círculo e reenvio esta energia para de onde provém. Tudo está agora como anteriormente.

Das inúmeras formas que existem, eis uma outra forma simples:

1.      Antes de mais alguma coisa deve-se levar tudo aquilo de que se necessita para o ritual, que se vai realizar, para dentro do círculo. Pois é importante não quebrar o círculo durante o ritual.
2.      Dá-se três voltas ao perímetro, imaginando que uma luz azul, branca ou prateada se entrepõe entre nós e o exterior. Nada se diz, apenas se define a dimensão do círculo. Compridas as três voltas colocamo-nos em frente ao altar.
3.      (Este) Ergue-se as mãos ou o athame em saudação, acende-se o incenso e, profere-se: Invoco a presença do guardião de este, O que guarda os céus e governa o ar. Convido-te a prodigalizares as tuas influências benéficas aqui e agora, Que assim seja.
4.      (Sul) Ergue-se as mãos ou o athame em saudação, acende-se a vela (branca) e, profere-se: Invoco a presença do guardião do sul, O que guarda o fogo sagrado e governa este elemento. Convido-te a prodigalizares as tuas influências benéficas aqui e agora, Que assim seja.
5.      (Oeste) Ergue-se as mãos ou o athame em saudação, pega-se na taça, asperge-se gotas de água nesta direcção e, profere-se: Invoco a presença do guardião do Oeste, O que guarda as águas sagradas e governa este elemento. Convido-te a prodigalizares as tuas influências benéficas aqui e agora, Que assim seja.
6.      (Norte) Ergue-se as mãos ou o athame em saudação, pega-se no recipiente do sal, polvilha-se um pouco deste nesta direcção e, profere-se: Invoco a presença do guardião do Norte, O que guarda a terra e governa este elemento. Convido-te a prodigalizares as tuas influências benéficas aqui e agora, Que assim seja.
7.      O círculo está aberto. Agora pode-se fazer o que se quiser. 
8.   Depois de tudo terminado. Dá-se a volta ao círculo proferindo: Agradeço ao Universo este círculo e reenvio esta energia para de onde provém. Tudo está agora como anteriormente.

 Eis agora uma forma complexa:

1.      Antes de mais alguma coisa deve-se levar tudo aquilo de que se necessita para o ritual, que se vai realizar, para dentro do círculo. Pois é importante não quebrar o círculo durante o ritual.
2.      Deve-se criar uma atmosfera em que a magia possa resultar. Acende-se incenso e velas, música harmoniosa também pode ajudar.
3.      Segurando o punhal mágico, partindo de Este, visualize a luz azul-prateada, poderosa e protectora, a irradiar da extremidade da lâmina ritual. Aponte-a para o chão e trace o perímetro do círculo. À medida que a luz se alastra e nos envolve, proferimos: Consagro este círculo do poder aos antigos Deuses. Possam Eles aqui manifestar-se e abençoar o seu filho.
4.      Regressa-se ao altar e voltados para Este erguemos o punhal em saudação, proferindo: Este é um tempo que não é tempo, num lugar que não é um lugar, num dia que não é um dia. Estou no limiar entre os mundos, frente ao véu dos mistérios. Que os antigos me ajudem e protejam na minha viagem mágica.
5.      Coloca-se o cálice de agua sobre o pentáculo e suspendendo o punhal sobre ele profere-se: Grande mãe, abençoa esta criatura da Água a teu serviço. Que eu possa sempre recordar o caldeirão das águas do renascimento.
6.      Em seguida suspende-se o punhal sobre o sal e profere-se: Grande mãe, abençoa esta criatura da terra a teu serviço. Que eu possa recordar sempre a Terra sagrada, as suas muitas formas e seres.
7.      No seguimento salpica-se a água com um pouco de sal e erguendo o cálice aos céus profere-se: Grande mãe, a ti concedo a honra! Depois partindo de Este e avançando no sentido dos ponteiros do relógio, asperge-se ao de leve com a mistura de sal e água os limites do circulo.
8.      Deixa-se o cálice sobre o altar, suspende-se o punhal sobre uma das velas acesas e profere-se: Grande pai, abençoa esta criatura de Fogo ao teu serviço. Que eu possa recordar sempre o Fogo sagrado que dança dentro da forma de cada criação.
9.      Suspende-se o punhal sobre o incenso e profere-se: Grande pai, abençoa esta criatura de Ar ao teu serviço. Que eu possa ouvir sempre os ventos espirituais que me trazem as vozes dos Antigos.
10.  No seguimento pega-se no incensório e depois de tocar com ele ao de leve no pentáculo levanta-se bem alto, proferindo: Grande pai, a ti concedo a honra! Depois partindo de Este e avançando no sentido dos ponteiros do relógio, transporta-se o incensório pelos limites do circulo.
11.  Deixa-se o incensório sobre o altar e, dirigimo-nos para o quadrante Este do círculo. Uma vez lá acende-se uma vela amarela e segurando-a na mão em saudação profere-se: Evoco-vos, poderes do Ar, para que testemunheis este ritual e guardeis este círculo.
12.  No quadrante Sul acende-se uma vela vermelha e segurando-a na mão em saudação profere-se: Evoco-vos, poderes do Fogo, para que testemunheis este ritual e guardeis este círculo.
13.  No quadrante Oeste acende-se uma vela azul e segurando-a na mão em saudação profere-se: Evoco-vos, poderes da Agua, para que testemunheis este ritual e guardeis este círculo.
14.  Termina-se no quadrante norte. Acende-se uma vela verde e segurando-a na mão em saudação profere-se: Evoco-vos, poderes da Terra,, para que testemunheis este ritual e guardeis este círculo.
15.  De regresso ao altar central fica-se de frente para Este e, erguendo os braços aos céus, profere-se: Este círculo foi traçado, Com poder por todo o lado. Entre os mundos estou no meio, Com protecção de permeio.
15. Uma vez realizada a cerimonia ou o ritual planeado. Quando tudo estiver terminado, suspende-se o punhal sobre o altar e profere-se: Pelos poderes dos antigos Deuses, convoco todo o poder dentro deste círculo para este encantamento. Que assim seja.

1.      Em Este, depois de extinguir a vela amarela, profere-se: Parti em paz, ó poderes do Ar. Os meus agradecimentos e bênçãos.
2.      No sul, depois de extinguir a vela vermelha, profere-se: Parti em paz, ó poderes do Fogo. Os meus agradecimentos e bênçãos.
3.      No oeste, depois de extinguir a vela azul, profere-se: Parti em paz, ó poderes da Água. Os meus agradecimentos e bênçãos.
4.      Por fim no Norte, depois de extinguir a vela verde, profere-se: Parti em paz, ó poderes da Terra. Os meus agradecimentos e bênçãos
5.      Regressa-se ao altar e profere-se: A todos os seres e poderes do visível e do invisível: parti em paz. Que possa haver sempre harmonia entre nós. Os meus agradecimentos e bênçãos.


Purificação de objectos e áreas rituais

Antes de se usar um objecto deve-se purificá-lo a fim de se libertar as energias que este possa carregar.
Ao ser usado durante um ritual o objecto fica carregado com as energias do círculo. Pode-se no entanto fazer um ritual de consagração, no qual o objecto é apresentado aos Deuses e aos elementos que o regem.


«     A forma mais simples é expor o objecto ao luar durante uma noite, de preferência em noites de lua cheia. Passa-se o objecto por água corrente e depois deixasse-o ao relento sobre um pentáculo ou um desenho do pentagrama.
«     Outra forma é a de passar o objecto pela  chama de uma vela, pelo fumo do incenso, por água e por fim deixá-lo repousar sobre sal ou terra.
«     Também se pode juntar todos os elementos mais o objecto. Ex: submerge-se o objecto no caldeirão, cheio com água e sal, e acendesse incenso (ar e fogo).

Antes de qualquer ritual deve-se purificar o espaço escolhido para a sua realização.


«     Limpar o chão com uma vassoura vulgar ou vassoura ritual.
«     Aspergir o local com água salgada.
«     Acender incenso e percorrer o local pretendido com o mesmo.
«     Pode-se ainda orar aos Deuses para que protejam o local.

Altar

O Altar é o santuário do praticante de magia. Por norma coloca-se a Norte, para que exista uma melhor orientação em relação aos pontos cardeais. Também pode ser colocado a Este, pois os povos celtas honravam o este como lugar de renovação do poder devido ao facto de o sol nascer diariamente nessa direcção. Quando ao material de que é feito, pode ser de qualquer um, pedra, madeira ou de um outro, conforme o gosto e a espiritualidade de cada um. O seu formato também é indiferente, quadrado, redondo, rectangular, etc.


«   Pode ser coberto, por um pano, manto, toalha, xaile, lenço ou simplesmente por nada. 
«   Deve ser usado só para meditação e práticas mágicas, se for usado para outros fins a energia nele concentrada dispersa-se.
«   Para alem dos objectos essenciais às práticas da feitiçaria, nele podem constar também: Pedras, cristais, estatuetas representativas das divindades, conchas, velas, etc. Para cada encantamento, é melhor reunir o maior número de simblos da divindade que representa a manifestação que se deseja ver.

Disposição do altar



Os objectos associados à Deusa põem-se do seu lado (esquerdo), aqueles que pertencem à terra e à água. Os objectos associados ao Deus, por sua vez, põem-se do seu lado (direito) aqueles que pertencem ao ar e ao fogo.

Outra arrumação lógica é instalar os objectos de acordo com os elementos que representam, na direcção dos respectivos pontos cardeais; o caldeirão por exemplo deverá ser colocado no ponto oeste do altar, isto porque representa água.

Estas duas modalidades não devem ser usadas em simultâneo. Contudo, pode-se optar por qualquer uma delas, pois nenhuma é mais ou menos correcta que a outra.

Os utensílios mágicos

Os Instrumentos básicos da magia são:

Altar, athame (punhal de cabo negro), espada, varinha e/ou bordão, caldeirão, pentáculo, sino, taça, incensório, boline (canivete ou faca), bola de cristal.



«   Athame – É uma faca ritual, carregada com a energia do seu possuidor, usado como ponteiro para definir o espaço (Abrir circulo) e direccionar as energias. Tem dois gumes e o cabo é preto ou bastante escuro para absorver o poder. A sua lâmina poderá ser embotada ou não. Nunca é usado para cortar ou para outro propósito fora do círculo. (Deus)
«   Espada – Pode ser usada em substituição do athame, pois a sua simbologia é a mesma. É uma questão de preferência. (Deus)
«   Varinha e/ou bordão – É um instrumento de comunicação e de convite, o qual se ergue para evocar os Deuses. Serve também para direccionar energias, para desenhar símbolos no chão ou no ar e, para mexer o conteúdo do caldeirão. (Deus)
«   Caldeirão – Centro de ritos religiosos onde se pode acender fogos. Poderá conter água, pétalas de flores, etc. É também usado para adivinhação, quando contem água, sobre a sua superfície lisa e brilhante podemos, com o apoio de um ritual apropriado para o caso, concentrar-nos e exercitar a visualização. (Deusa)
«   Pentáculo – O pentagrama como talismã acredita-se ser um protector poderoso contra o mal e os demónios. Actualmente é um símbolo neopagão. O pentagrama é gravado ou pintado num disco de madeira ou metal. Referido como pentáculo, este disco é usado como um ponto de poder para consagrar objectos rituais. Representa a terra e as suas propriedades.
«   Campainhas ou sinetas – Servem para iniciar ou cessar um ritual. Para chamar um espírito um deidade. (Deusa)
«   Taça ou cálice – A sua simbologia é semelhante à do caldeirão. Pode ser cheio de vinho que é bebido no final dos rituais, pode conter água para aspergir, fazer adivinhações sobre a sua superfície ou para rituais de limpeza. (Deusa)
«    Incensório – Suporte para incenso. O incenso pode ser usado tanto nos rituais como nas meditações ou na adivinhação. (Deus)
«   Boline – Canivete ou faca, geralmente de cabo branco, que se usa para trabalhar, cortar ervas ou flores, gravar símbolos nas velas etc. (Deus)
«   Bola de cristal – Serve para receber mensagens ou armazenar a energia gerada durante os rituais. Pode ser substituída por um espelho mágico. Fixá-los desenvolve a imaginação criativa, a capacidade de interpretar símbolos, abrindo-nos a terceira visão. (Deusa)

A arte de formular encantamentos

No neopaganismo, todo o Ritual que não seja de adoração, isto é, que seja feito para se alcançar um propósito ou realizar algum desejo é chamado de Feitiço ou Encantamento.


A magia natural opera através de analogias, um feitiço ou encantamento é uma reunião de elementos que terão efeito simbólico, e desta forma a escolha, compra, preparo e reunião dos ingredientes utilizados é um processo que aos poucos ajuda a mente a focalizar um objetivo e visualizar sua realização.

Os elementos disponíveis para formar estas correspondências são cores, alimentos, plantas e flores, animais, metais, pedras, tecidos, fibras vegetais, sementes, perfumes, sons e óleos. Dependendo da complexidade da operação, se ao invés de um simples feitiço você executar um ritual, então terá de procurar também sintonizar divindades relacionadas ao pedido em questão.

Em geral se reúne símbolos analógicos dos objetivos, por exemplo, abundância, prosperidade, cura, a pessoa a quem se destina o objetivo, etc.

O ato de pronunciar o feitiço em geral catalisa a vontade do operador, e o prana emitido ao se pronunciar o encantamento em voz alta inicia o movimento do fluxo cósmico de energia que resultará no efeito desejado. Existem Grimoires e Books of Shadows antigos e modernos disponíveis em livrarias especializadas, com encantamentos já testados e orientação. 

Basicamente existem:

* Feitiços de Cura
* Feitiços de Amor
* Feitiços de Prosperidade
* Feitiços de Proteção
* Feitiços para Elevação Espiritual

terça-feira, 17 de abril de 2012

Os mais famosos licores lusitanos

Licor de Zimbro



ZimbroJuniperus communis – Ocorre no Gerez e na Estrela. Os seus frutos são estimulantes e diuréticos. Lançados sobre brasas, em fumigações, usam-se contra dores reumáticas. Servem as bagas para aromatizar as carnes defumadas e também para a elaboração de licores. O licor é utilizado para as dores de estômago muito fortes, como as cólicas, recomendando-se um pequeno cálice para acalmar as dores.


Ingredientes

1 Copo de grãos de zimbro pretos e verdes.
1 Limão cortado em pedaços pequenos.
1/2 Lt de alcool de cereais (de preferência).
1 Lt de calda (metade açúcar, metade água).

Modo de preparação

1. Coloque os grãos de zimbro pretos juntamente com os verdes (os verdes devem ser em menor quantidade), o limão cortado e o alcool num recipiente de vidro.
2. Deixe macerar um mês.
3. Após esse período, coe e adicione a calda fria.
4. Filtre, engarrafe e deixe envelhecer.


Licor de Artemísia




Artemísia - Artemisia vulgaris - A artemísia possui um óleo essencial rico em diversas substâncias: cineol e tujona, flavonóides, taninos, saponinas, resinas, artemisinina, e princípios amargos. Suas propriedades medicinais conhecidas são o efeito analgésico, antiespasmódico, anticonvulsivo, tônico, calmante, digestivo, vermífugo e regulador da menstruação. A artemisinina está a ser testada contra malária. Não deve ser consumida crua, pois é tóxica nesta condição. O licor é um excelente substituto do chá e se bebido regularmente afasta todos os espiritos negativos.


Ingredientes
300 g de erva fresca, lavada e seca.
3 buquês de sabugueiro.
Aguardente de boa qualidade e baixo teor alcóolico.
Calda grossa de açúcar

Modo de preparação

1. Coloque as ervas numa garrafa de vidro e encha com aguardente de modo  a que estas viquem cobertas.
2. Deixar repousar por 21 dias.
3. No dia marcado, coar o liquido repartindo-o em garrafas escuras, deixando-as pela metade, enchendo-as na totalidade com a calda grossa de açúcar.
4. Deixar repousar em lugar escuro por 45 dias.


Licor de Medronhos



MedronheiroArbutus unedo - Em Portugal, pode ser encontrado por todo o país, mas a maior concentração ocorre nas serras do Caldeirão e Monchique. Constitui uma fonte de néctar para as abelhas durante o período do Inverno e possui frutos,considerados diuréticos, são bastante utilizados para fazer aguardente de Medronho. Para além de diuréticas, as bagas e as folhas são também adstringentes, depurativas e anti-inflamatórias. Indicado para problemas de fígado e de rins.



Ingredientes

1 litro de alcóol para licor.
1 kilo de medronhos.
1 kilo de açúcar (amarelo).

Modo de preparação

1. Misture o alcóol e os medronhos e deixe passar um mês.
2. Ao fim de um mês acrescene o açúcar e deixe passar mais um mês.
3. Retire os medronhos e filtre o licor.
4. Deixe a apurar durante dois meses.

Fontes: http://pt.petitchef.com/receitas/licor-de-medronho-fid-151138
http://pt.wikipedia.org/wiki/Medronheiro
http://herbariodaestrela.blogspot.pt/






segunda-feira, 16 de abril de 2012

Plantas Sagradas e Mágicas da Lusitânia

ARTEMÍSIA
Artemísia vulgaris

Artemisia vulgaris é uma das várias espécies do gênero Artemisia, também conhecida como flor-de-são-joão, erva-de-são-joão, artemísia-comun, artemísia-verdadeira, artemíge, artemijo, losna, losna-brava, absinto. É nativa das regiões de clima temperado da Europa, Ásia e Norte da África. Está disseminada em todo o mundo. Trata-se de uma planta aromática, herbácea perene com raízes lenhosas, cuja altura varia entre 1 e 2 metros. Suas folhas verde-escuras possuem de 5 a 20 cm. Floresce entre julho e setembro, apresentando flores pequenas (5 mm de comprimento) de cor amarela ou vermelha-escuro.


Ela é a erva da mulher, para recompor o Eu feminino, para ajudar a mulher a se integrar muito mais no seu papel, com sua maternalidade e sensibilidade. É ótima para mulheres que precisam ser sempre fortes, ou que não se assumem inteiramente, pois precisam fazer numa grande parte da sua vida, papel de homens. Essas mulheres têm normalmente problemas menstruais. Também é conhecida desde a antigüidade por ajudar nos partos. Seu nome provem da deusa Artemis, que era a protetora dos partos. Em grego artemísia significa integridade e boa saúde.

Num almanaque médico astrológico de épocas renascentistas apareceu escrito por um autor desconhecido os segredos da artemísia: Infunde alento, ânimo e força, a quem a trouxer consigo junto do coração. Essa erva, bebida num copo de vinho branco, tira logo o cansaço do caminho. E tem outra rara virtude, que o caminhante que a trouxer, sentirá muito menos o caminhar. Estas virtudes recebe essa erva de uma estrela que os astrólogos chamam Algol.

Utilizações:

- A Artemísia é a principal erva do aparelho uro-genital feminino. Previne doenças, regulariza o ciclo menstrual, alivia as cólicas.

- Também é empregada para anemia, cólicas, debilidade do estômago, gastrite, flatulências, epilepsia,lombrigas,reumatismo, menstruação deficiente, nervosismo, nevralgia.

- É uma excelente diurética, e por isso ajuda muito no funcionamento e na limpeza constante dos rins.

- Para prevenção e tratamento dos problemas femininos, usa-se a artemísia, com a tanchagem e o sabugueiro. Muitas mulheres usam-na para alívio das dores menstruais. Dosagem indicada: Infusão: 10g para 1 chávena de chá de água quente. Deve beber-se apenas 1 chávena por dia.

- Em caso de dores reumáticas,fazem-se fricções com o sumo dessa erva, sobre partes doloridas. Para os mesmos fins aplica-se também compressas quentes ou cataplasmas com o cozimento de artemísia.

- A Artemísia deve ser usada por pessoas que constantemente precisam de uma limpeza energética profunda, e quando há necessidade de limpeza profunda de toxinas físicas e energéticas. Emplastros de artemísia no plexo solar, limpam , energizam e dão coragem. Ramos de artemísia presos as portas da casa evitam a entrada de inveja e qualquer energia negativa. As vassouras feitas com artemísia protegem o ambiente e atraem espíritos benfazejos. A artemísia é uma óptima planta para os trabalhos de magia porque induz o transe, mas não ameaça o autocontrolo. Pode-se focalizar suavemente o fumo do incenso para aprofundar o estado de transe.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Artemisia_vulgaris

O alecrim Rosmarinus officinalis é um arbusto comum na região do Mediterrâneo ocorrendo dos 0 a 1500 m de altitude, preferencialmente em solos de origem calcária. Devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como rosmarinus, que em latim significa orvalho do mar.


Como qualquer outro nome vernáculo, o nome alecrim é por vezes usado para referir outras espécies, nomeadamente o rosmaninho, que possui exactamente o étimo rosmarinus. No entanto estas espécies de plantas, alecrim e rosmaninho, pertencem a dois géneros distintos, Rosmarinus e Lavandula, respectivamente, e as suas morfologias denotam diferenças entre as duas espécies, em particular, a forma, coloração e inserção da flor.

Utilizações:

- Fresco (preferencialmente) ou seco, é apreciado na preparação de aves, caça, carne de porco, salsichas, linguiças e batatas assadas. Na Itália é utilizado em assados de carneiro, cabrito e vitela. Em churrascos, recomenda-se espalhar um bom punhado sobre as brasas do carvão aceso, perfumando a carne e difundindo um agradável odor no ambiente. Pode ser utilizado ainda em sopas e molhos.

- A medicina popular recomenda o alecrim como um estimulante às pessoas atacadas de debilidade, sendo empregado também para combater as febres intermitentes e a febre tifóide.

- Uma tosse pertinaz desaparecerá com infusões de alecrim, que também se recomendam a todas as pessoas cujo estômago seja preguiçoso para digerir.

- Também apresenta propriedades carminativas, emenagogas, desinfectantes e aromáticas. É ainda relaxante muscular, ativador da memória e fortalece os músculos do coração. Cientistas dizem que ramos de alecrim deveriam ser dependurados em oficinas e áreas onde crianças fazem tarefas escolares para um melhor funcionamento da memória.

- Uma infusão de alecrim faz-se com 4 gramas de folhas por uma chávena de água a ferver. Toma-se depois das refeições.

- Serve para a preparação de incensos e óleos. Auxilia a aprofundar os poderes psíquicos. Afasta os maus espiritos e todas as energias indesejáveis. Em trabalhos mágicos pode substituir qualquer outra erva.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alecrim

Alfazema ou Lavanda
Lavandula angustifolia


Desde há muito conhecida e utilizada pela Humanidade, a Alfazema ou Lavanda foi baptizada de nardus pelos gregos, assim baptizada por causa de Naarda, cidade síria à beira do rio Eufrates. A tranquilidade e a pureza são inerentes à fragância de alfazema.
Perfume fresco e limpo, era o aditivo de banho preferido dos gregos e romanos, e o seu nome (Lavandula) deriva do latim lavare (lavar).
Conta-se que a peste não chegava aos fabricantes de luvas de Grasse pois eles usavam a alfazema para perfumar o couro. Isso fez com que as pessoas na época andassem sempre com alfazema.
Durante as duas Grandes Guerras, a alfazema ou lavandula foi utilizada para limpar os ferimentos dos soldados. A lavanda é sedativa e equilibradora, digestiva, anti-reumática e anti-inflamatória, anti-séptica, cicatrizante, relaxante, redutora da fadiga, sedativa, balsâmica e insecticida.

Utilizações:

- Para preparar um remédio contra a asma, ferver 60 grs de flores de alfazema num litro de água durante 2 minutos. Depois, filtrar o líquido e beber quatro a seis chávenas por dia. Quando se quer preparar uma infusão, macerar 5 grs de flores durante 5 minutos numa chávena de água a ferver. Adoçar com mel e beber a seguir. Repetir a dose quatro vezes por dia.
Para más digestões, recomenda-se deitar umas gotas de óleo de alfazema, num dedo de água ou sobre um torrão de açucar e tomar depois da refeição.

- Fazer com a flor de lavanda saquinhos para gavetas (espanta traças), almofadas e poutporris. A infusão das flores de alfazema aplicada no couro cabeludo livra-o de parasitas; alguns veterinários também utilizam para destruir piolhos e outros parasitas. Moscas e mosquitos também não gostam do cheiro de lavanda, poutpourris com lavandula afastam os insectos.

- As folhas, inflorescências e ramos de alfazema são usados para dar sabor às saladas e pratos guisados, por um lado, e a doces de frutas e gelatinas, por outro, bem como para a preparação de azeite e vinagre de alfazema. Com as folhas de alfazema, preparam-se também algumas infusões e dá-se sabor a alguns tipos de chá.

- O óleo essencial de lavanda é usado para cortes, queimaduras, reumatismo, alergias de pele, queimaduras de sol, dor de cabeça, insónia, problemas inflamatórios, artrite, pelas propriedades bactericidas e anti-viróticas. Também é eficaz para restaurar a circulação sanguínea dos pés. O banho perfumado com óleo essencial de alfazema é excelente tratamento contra a insónia.

- É excelente para dar claridade e coerência em trabalhos mágicos e concentrar a visualização. Usada em banhos ou como incenso para purificação. O perfume da alfazema induz ao sono.

Nota:

Evitar o uso prolongado.Torna-se excitante se usada em doses elevadas.

Fonte: http://www.loja.jardicentro.pt/product_info.php?products_id=164


Bela-luz
Thymus mastichina


O Thymus mastichina ou popularmente conhecido por bela- luz ou sal-puro é
um pequeno arbusto sub-lenhoso medindo até 50 cm de altura, possui flores
brancas agrupadas numa “cabeça” globosa terminal. Vegeta naturalmente no
território português (espécie autóctone) e é exclusivo da Península Ibérica
(endemismo ibérico). Surge em locais descampados, pedregosos e secos, sobretudo em zona de matagais.
Esta planta de forte aroma a eucalipto possui numerosas propriedades
medicinais podendo sendo utilizada em fresco ou em seco, em infusão nos
casos de gripes, constipações, má digestão, dores de garganta e rouquidão.
Na cozinha, as suas folhas além de serem um bom substituto do sal, realçam o
sabor dos pratos de carne, enchidos, queijos, sopas e saladas. Também é
óptimo para aromatizar azeites e vinagres.
Na magia é optima para aumentar a eficácia em feitiços de protecção e amor.

O pão dos lusitanos

Pão de bolota

Bolota de carrasco
Farinha de bolota: A bolota é apanhada no Outono quando cai, é seleccionada (colocando-a em água, as que não estão em boas condições vão boiar). Cortam-se ao meio e cozem-se num tacho com água e sal até a casca ficar solta. Descascam-se e congelam-se até serem utilizadas. Para as desfazer e transformar em farinha descongelam-se e metem-se na picadora.

Pão lusitano com farinha de castanha
Ingredientes:

- 100 ml de azeite
- 750 ml água morna
- 500 gr de farinha de bolota ou castanha
- 1000 gr de farinha de centeio sem fermento
- 60 gr de fermento de pão
- um pouco de sal
- 6 colheres de sopa de mel

Modo de preparação:

- Coza as bolotas cortadas ao meio e/ou as castanhas golpeadas. Coloque sal na água da cozedura. Coza apenas até a casca se soltar.  (10 min. para a bolota, 20 a 30 min. para a castanha).
- Dê um golpe e com uma faca separe a bolota/castanha da casca.
- Pese 500g e triture na picadora até obter a farinha de bolota/castanha.
- Coloque a farinha num alguidar e junte-lhe 1Kg de farinha de centeio. Misture e amasse.
- Junte 6 colheres de sopa de mel e amasse de novo.
- Junte 100 ml de azeite, o fermento, uma pitada de sal e amasse mais uma vez até a mistura ficar homogénea.
- Deixe a levedar de um dia para o outro, umas 6-8 horas. Volte a amassar e deixe repousar por mais 30 a 45 min. e coloque no forno.
- Coloque a massa num tabuleiro para ir ao forno e gope-a em cruz. Enquanto o faz pode pedir a uma divindade lusitana ancestral que abençoe o seu trabalho.
- Deixe cozer durante 1h à temperatura de 120ºC e depois passe para 220ºC por mais 40 min.Verifique de vez em quando, com um palito, o estado da massa.

Bom apetite!

Fonte: http://bodybuilding-pt.com/forum/showthread.php?18609-Receita-do-P%E3o-Lusitano-(recuperado)-favor-partilhar

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Guerilhas Viriatianas - Exércitos e táticas

Os lusitanos praticavam a guerra de guerrilha, assente no factor surpresa, que consistia em apanhar o inimigo em situações improváveis quando este menos esperava. O estreito elo que mantinham com as serras e as fragas por onde se movimentavam permitia-lhes o seu uso com eficácia. Um dos planos de batalha mais utilizados era a táctica do toca e foge, ou seja a emboscada baseada na simulação de fuga e regresso repentino ao combate. Este era usado com relativo sucesso nas disputas que mantinham com os clãs celtiberos e nas razias que encetavam às ricas cidades do sul da península. Devido ao desconhecimento do terreno, pela parte do invasor romano, o seu método de combate eleito, pois também combatiam em campo aberto quando estritamente necessário, atingiu resultados inesperados e devastadores entre as hostes inimigas.


O traje de um guerreiro lusitano era composto por um sago de lã (antigo saio militar) que os guerreiros usavam debaixo da couraça, geralmente de pele ou linho grosso. Como protecção serviam-se ainda de polainas, peça de vestuário em couro ou pele, para resguardar a parte inferior das pernas. Para protegerem os braços ao nivel dos bíceps usavam as virias.
A principal arma de um guerreiro lusitano era a falcata. Como protecção usavam as caetras,um pequeno escudo redondo com o tamanho de dois pés, muito boas também para atacar. Estas eram presas ao braço do guerreiro através de correias de couro ou correntes de ferro que lhe permitiam uma mobilidade acima da média. Para a luta corpo a corpo e também como arma para guerreiros montados, excelente para abrir e/ou rasgar armaduras, tinham ainda o soliferrum (Uma lança toda em ferro, mais ou menos com o tamanho de um homem, tendo em conta que os lusitanos eram baixos e um pouco atarracados). Como arma de arremeço usavam a trágula, uma lança de madeira apenas com a ponta em ferro ou bronze. Quando iam para combate apanhavam os seus compridos cabelos na nuca, cobrindo a sua face com pez ou um outro pigmento. Os seus trajes eram tingidos de escarlate por uma pigmento importado da Fenícia, o qual apenas muito mais tarde foi adoptado pelo exercito romano que na altura da republica trajava em tons de cinzento.


A unidade táctica do exército romano, durante as campanhas hispânicas, era o manipulo, quadrado de oito a dez homens de lado. O serviço era prestado por hastati, soldados jovens armados de pilum que nas épocas mais antigas se serviam da lança (hasta). Formavam a primeira fila, seguidos dos principies, que ocupavam a segunda fila, também armados com pilum. Os veteranos eram os da terceira fila, os triarii, equipados com lança. As tropas ligeiras, batedores, chamavam-se velites. Uma legião teoricamente era composta por trinta manípulos, dez de hastati, dez de principies e dez de triarii. A formação de combate desenvolvia-se em forma de triângulo, ou em xadrêz. Entre os manípulos da primeira fila, hastati, ficava um intervalo que os separava dos manípulos dos principies, que mantinham um intervalo a distanciá-los dos triarii. Esta ordem de combate teria vantagem sobre a chamada falange,linha continua sem intervalos. Além de ter maior mobilidade permitiria a retirada dos hastati entre os principies, caso não pudessem resistir ao ataque frontal.

A infataria ligeira, os velites, eram portadores de armamento ligeiro, a funda, uma pequena lança de arremesso, hasta velitares e a espada. O escudo era redondo com um diâmetro de cerca de 90cm. Tal armamento permitia-lhes apenas fazer escaramuças.

A infantaria pesada, os hastati e os principies, para além do pilum, serviam-se ainda da espada, gladius, provavelmente de imitação hispânica. Tinha dois gumes e era considerada das armas mais eficazes daquele tempo. A folha media entre os 60 a 70cm, o que permitia grande mobilidade. Era de ferro e transportada numa bainha de madeira (vagina), pendente do lado direirto. Como armas defensivas usavam o escudo, scutum, de cerca de um metro e vinte centímetros de comprimento e um metro de largura. Tinha a forma de uma telha redonda, como os bordos e o centro reforçados. O capacete era de bronze, sem viseira, adornado com uma crista. Quando entravam em combate, transportavam na crista um penacho de penas vermelhas ou pretas, com cerca de metro e meio de comprimento, o que os tornavamais imponentes, dando-lhes uma estatura mais elevada. Calçavam caligas, sandálias apertadas com correias, por cima dos tornozelos.

Os cavaleiros tinham como arma ofenciva a lança e como defensivas, o escudo redondo, o capacete e a couraça. Ignoravam o estribo.


Os oficiais distinguiam-se dos soldados pelo vestuário: os centuriões tinham a crista do capacete colocada transversalmente e por vezes com adornos de prata. Os oficiais superiores apertavam-se com uma faixa de couro da qual pendia a espada. O comandante cobria-se com o paludamentum, um manto de cor avermelhada, mas também, por vezes branco.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

As moiras encantadas


Este mito do folclore português, remete para seres sobrenaturais de formas femininas que estão associados a fontes, rios, nascentes e poços. São seres que interferem com o destino dos humanos, podendo ser benevolentes ou não por natureza.

Os celtas atribuem o nome de "fadas" a estes seres e os antigos romanos de "moiras". Ambos os nomes estão associados ao carácter de destino daí que se possa concluir que estes seres possam ser agentes activos no destino das pessoas, segundo a mitologia.

O folclore português atribui-lhes o nome de Janas, espíritos aos quais se davam oferendas em troca de favores.

O culto das "alminhas", que é similar, ainda subsiste um pouco por todo o país.
Este mito, bem como as Janas do folclores portugês, são reminiscências do paganismo presente na antiga Lusitania.

http://folklusitania.heavenforum.org/t210-as-moiras-encantadas

Julga-se que a lenda das mouras terá a sua origem em tempos pré-romanos. As mouras encantadas apresentam várias características presentes na Banshee das lendas Irlandesas. Também na mitologia Basca, os Mairu (mouros) são os gigantes que construíram dólmens e os cromeleques. Na Sardenha podemos encontrar os domus das Janas (casa das fadas).
Leite de Vasconcelos levantou a hipótese de as mouras encantadas poderem ter assimilado as características de divindades locais, como ninfas e espíritos da natureza. O mesmo juízo fazia Consiglieri Pedroso ao considerar as mouras "génios femininos das águas".[4]
Na Península Ibérica, as lendas de mouras encantadas encontram-se também na mitologia Galega e Asturiana. Na tradição oral portuguesa, as Janas são uma outra variante de donzelas encantadas. Na mitologia polaca, a Mora é o espírito que deixa o corpo dos humanos à noite durante o sono. Na mitologia da Letónia, Māra é a deusa suprema. Na mitologia escandinava, Mara ou Mare é o espírito errante que deixa o corpo das mulheres durante a noite e causa pesadelos.

Especula-se que o termo "mouro", nesta acepção, não derivaria do latim maurus ("habitante da Mauretânia") mas do proto-celta *mrwo> *marwo que significa morto. Outra teoria é que o termo possa derivar da palavra grega "moira" (μοίρα), que literalmente significa "destino", e das Moiras, divindades originárias da mitologia grega. Também se considera uma possível origem a palavra latina "maurus", "obscuro", nome dado aos nativos da Mauritânia.
Outra corrente indica que a origem poderá vir das palavras celtas "mori", que significa mar, ou "mori-morwen", que designa sereia, provavelmente relacionando as mouras com as ondinas ou as ninfas, os espíritos sub-humanos que habitavam nos rios e nos cursos de água.
Uma outra possível origem de moura (moira), também de origem celta, é "mahra" e "mahr", que significa espírito.[7]


A Moura-fiandeira transporta pedras sobre a cabeça e fia com uma roca à cintura. A tradição popular atribui a estas mouras a construção de castros, citânias, e outros monumentos megalíticos. As moedas antigas encontradas nas citânias e castros eram chamadas de "medalha das mouras". A Pedra Formosa encontrada na Citânia de Briteiros terá sido, segundo narrativas populares, levada à cabeça para este local por uma moura que fiava uma roca.

Quem se sentasse em uma Pedra-Moura ficaria encantado, ou se alguma pedra encantada fosse levada para casa, os animais poderiam morrer. As "Pedras-moura" guardavam riquezas encantadas.[8] Existem várias lendas em que a moura, em vez de ser uma pedra, vive dentro de uma pedra.[9]"A moura, porém, na nossa tradição como que vive dentro da pequena pedra que é arrojada no rio. Mas as fairy irlandesas também vivem no interior das pedras."[10] Na tradição popular diz-se que no penedo «entra-se para dentro» e «sai-se de dentro», dizer possivelmente relacionado com as lendas das mouras. A moura é também descrita a viajar para a mourama, sentada numa pedra que pode flutuar no ar ou na água. Dentro de grutas e debaixo das pedras, muitas lendas falam que existem palácios com tesouros.

A Moura-serpente é uma moura encantada que pode tomar a forma de uma serpente. Algumas destas mouras serpentes, ou mouras-cobra, podem ter asas e podem aparecer como meio mulher meio animal, como na lenda da Serpente de Noudar ou do Monte d'Assaia.

A Moura-Mãe toma a forma de uma jovem encantada que está grávida, e a narrativa centra-se na busca de uma parteira que ajude no nascimento e na recompensa que lhe é dada.

A Moura-Velha é uma mulher idosa; as lendas em que aparecem mouras com figura de velha não são frequentes.

O ouro das Mouras pode aparecer em variadas formas: figos, pedras, carvões, saias, meadas, animais e instrumentos de trabalho. Existem diferentes meios de se obter o ouro: pode ser oferecido pela moura como recompensa, roubado, ou achado.
Frequentemente está dentro de um vaso, escondido dentro de panelas enterradas ou outros recipientes, o que já levantou a questão se seria alguma alusão a uma urna cinerária.

É no dia de São João que se acredita que as mouras aparecem com os seus tesouros, quando se pode quebrar o seu encantamento. Em algumas lendas é neste dia que a moura encantada espalha os figos num penedo, ao luar. Noutras variantes, a moura espalha os figos ou a meada de ouro ao sol em cima do penedo. Estas lendas estão possivelmente relacionadas com a tradição popular de, nalgumas regiões, apanhar-se o figo lampo no dia de São João, um figo branco que se levava de presente. Este dia marca a data do solstício de Verão, sendo a sua referência talvez a reminiscência de algum culto solar pagão.


A fonte é um dos locais que as mouras aparecem frequentemente, muitas vezes como serpentes. Muitas vezes eram atribuídas virtudes mágicas às suas águas, como na Fonte da Moura Encantada. Também é do costume popular dizer de quem casou em terra alheia, "bebeu da fonte" e ficou enamorado, numa alusão às lendas em que os jovens se apaixonam e ficam encantados pelas mouras.

O encantamento da moura pode ser causado pelo pai ou algum outro mouro (ou génio) que a deixou a guardar os tesouros, geralmente uma figura masculina. São geralmente os mouros que têm o poder de encantar as mouras. Nas lendas, a moura pode aparecer sozinha, acompanhada de outras mouras encantadas, ou de um mouro, podendo este ser um pai, a pessoa amada, ou um irmão.

Para se realizar o desencantamento da moura, pode ser solicitado segredo, um beijo, um bolo ou pão sem sal, leite, o pronunciamento de algumas palavras, ou a realização de alguma tarefa, como não olhar para algo velado e aguentar a curiosidade. Falhar é não desencantar a Moura e "dobrar o encanto", não obter o tesouro desejado ou perder a moura amada.

Nas lendas em que é solicitado o pão, levanta-se a hipótese de estarem relacionadas com a antiga tradição de se oferecer alimento aos defuntos. Do mesmo modo, o leite pode estar relacionado com as oferendas que se faziam às águas das fontes e às cobras. A população mais antiga contava também que as cobras gostavam muito de leite. Uma das lendas das mouras de Formigais faz referencia à preferência das mouras por leite. Quando desencantada, a moura pode tornar-se humana e casar com o seu salvador ou desaparecer. Na "Lenda do cinto da moura", depois de desencantada os mouros tentam encantar novamente a moura e fazer com que retorne à mourama.
A mourama é um local mágico onde moram os mouros encantados. Nas lendas com um contexto histórico, é o local onde os mouros muçulmanos vivem.

O tempo da mouraria representa um tempo incerto no passado, a mesma referencia intemporal do "Era uma vez" ou o "Há muito muito tempo", com que começam os contos de fadas.

As mouras eram associadas a vários fenómenos naturais ou elementos da natureza. Acreditava-se que o eco era a voz das mouras. Algumas lendas contam que há locais onde ainda é possível ouvir uma moura a chorar.


Os monumentos funerários são frequentemente associados às mouras. Em algumas regiões, as antas são chamadas popularmente de mouras ou Casa da Moura, e antigamente acreditava-se que as mouras viviam nestas construções. A Pedra da Moura, a Antas de Pala da Moura, e a Anta da Arquinha da Moura são exemplo dos monumentos associados às lendas.


Outro tipo de sepultura associada às mouras são as sepulturas cavadas na rocha, como é o caso de Cama da Moura, Cova da Moura e Masseira. Segundo a narrativa popular, a sepultura chamada Masseira era o lugar onde a "moura amassava o pão". Numa outra versão da lenda, o monumento pré-histórico Pedra Escrita é o local da sepultura de uma moura.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Moura_encantada